Roma: sacerdotes em marcha pela paz na Terra Santa
Cerca de 100 sacerdotes, vindos de oito países e de diversas regiões da Itália, participaram nesta terça-feira (22/09) de uma marcha pelas ruas de Roma em defesa da paz na Terra Santa. Os religiosos integram a rede "Padres contra o Genocídio" e levaram às ruas três bandeiras centrais: a retomada do espaço da diplomacia, a proibição das armas e o repúdio a empresas que lucram com a guerra.
A mobilização começou à tarde, com um momento de oração na Igreja de Santo Spirito in Sassia. Em seguida, os participantes seguiram pela Via della Conciliazione carregando um sudário com os nomes de 300 crianças palestinas e libanesas mortas após a declaração dos dois "cessar-fogos". Durante o cortejo, foi entoado um canto sobre Taybeh, na Cisjordânia, composto especialmente para a ocasião pelo padre Xavier Morlans. A marcha terminou em frente à sede da Leonardo, empresa na qual o Ministério da Economia e das Finanças detém 30% de participação e que, segundo relatório do SIPRI de 2025, é a segunda maior do setor de armamentos na União Europeia, tendo aumentado seu faturamento com armas em 10%, até 13,8 bilhões de dólares.
A iniciativa recebeu apoio de Michel Sabbah, patriarca emérito de Jerusalém, que enviou uma carta. No texto, ele afirma que "aqui, agora, a morte reina por toda parte, o ódio se multiplica e mais sangue é derramado", e pede misericórdia pelas vítimas, citando "bem mais de 70 mil pessoas somente em Gaza". Segundo o patriarca, "aqui não há mais humanidade", e ele conclama orações para que "o respeito pela vida esteja no coração de todos os governantes, em Jerusalém e em todo o mundo".
Também nesta terça-feira, a agência de notícias Wafa informou que a prefeitura da cidade de Al-Mazra'a Al-Sharqiya, a leste de Ramallah, declarou que "mais de 200 colonos, sob a proteção de soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF), atacaram a periferia da cidade, danificando veículos e residências".
Para o padre Nandino Capovilla, participante da marcha, é preciso enviar um sinal de atenção a todos os cristãos da Terra Santa. Ele lembra que a Assembleia Geral das Nações Unidas está prestes a se reunir e defende a retomada da ação diplomática, a valorização da negociação e das vozes da Comunidade Internacional e o fortalecimento do direito internacional. Capovilla também menciona o pedido do Papa Leão para que se avance em um encontro que leve ao respeito por todos os direitos e, sobretudo, pelas leis que protegem as populações mais afetadas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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