Paraguai garante pagamento integral de aposentadorias após crise do Ueno Bank
O novo presidente do Paraguai, Pedro Alliana, anunciou neste sábado (7) que os cerca de 32 mil aposentados que recebiam seus benefícios previdenciários pelo Ueno Bank terão os pagamentos transferidos para outras instituições financeiras. Os valores serão depositados no próximo dia 17 de novembro.
A medida busca evitar que os clientes do sistema previdenciário paraguaio sejam prejudicados pelo bloqueio das contas do banco liquidado. Além dos benefícios mensais, os aposentados também receberão o aguinaldo, pagamento equivalente ao 13º salário no Paraguai, conforme o calendário previsto pelo Instituto de Previdência Social (IPS).
O anúncio foi feito após reunião de Alliana com o ministro da Economia, Oscar Lovera, o presidente interino do Banco Central do Paraguai (BCP), Pedro Acosta, e o presidente do IPS, Derlis León. O encontro teve como objetivo definir medidas para enfrentar os efeitos da liquidação do Ueno Bank e garantir a restituição dos recursos aos correntistas.
Durante a reunião, o BCP informou que aproximadamente 1,2 milhão de correntistas já receberam de volta os valores que estavam depositados no banco. As transferências foram realizadas entre quinta-feira (5) e sexta-feira (6), por meio do Fundo de Garantia de Depósitos, mecanismo mantido pelo Banco Central para proteger os recursos dos clientes em caso de fechamento de uma instituição financeira. Segundo Acosta, foram transferidos cerca de 996 bilhões de guaranis, aproximadamente R$ 800 milhões.
A primeira etapa contemplou clientes com depósitos de até 10 milhões de guaranis, o equivalente a R$ 8.800,00. Na sequência, foram realizados pagamentos a correntistas com valores superiores, respeitado o limite de cobertura do fundo, de 228,3 milhões de guaranis por depositante. O trabalho de restituição deve continuar para alcançar os demais poupadores, inclusive aqueles que mantinham valores acima do limite coberto.
Em seu primeiro pronunciamento após assumir a Presidência, Alliana determinou que o governo adotasse medidas imediatas para atender os afetados pelo colapso financeiro e afirmou que os poupadores serão plenamente ressarcidos, com prioridade para os mais vulneráveis. O Ueno Bank, pertencente ao Grupo Vázquez, teve suas atividades encerradas na terça-feira (3), depois que o Banco Central identificou deterioração nos indicadores de solvência da instituição, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao grupo controlador. O banco tinha aproximadamente 3 milhões de clientes e concentrava cerca de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do IPS. A crise também desencadeou uma grave crise política, que culminou na destituição do então presidente Santiago Peña.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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