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Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026

Por Celso Rafael
Atualizado em 28/09/2026 às 07:20 schedule 3 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Nem todos os candidatos que entram na disputa presidencial de 2026 estão mirando o Palácio do Planalto. Para partidos pequenos, a eleição funciona como vitrine nacional: espaço para apresentar um nome, testar uma mensagem, sobreviver politicamente ou colocar uma ideia diante de milhões de eleitores. É o caso de legendas como PCO, PCB, PSTU, UP, DC, PRTB e Democrata, que enfrentam uma batalha anterior à votação: fazer com que o eleitor pare por alguns segundos para saber quem são.

Na esquerda radical, a hegemonia é do PT, e siglas menores usam a campanha para levar ao debate projetos que dificilmente teriam espaço entre os candidatos competitivos. O programa de Rui Costa Pimenta, do PCO, afirma que "as eleições são uma tribuna de propaganda das reivindicações fundamentais da população explorada, principalmente o socialismo e o governo operário", e que, para o partido, o pleito é um "terreno secundário" da luta de classes. O PCO tem base teórica no trotskismo, assim como o PSTU, de Hertz Dias — ambos com lideranças originais expulsas do PT. Já os marxistas-leninistas estão representados pela UP, de Samara Martins, e pelo PCB, de Edmilson Costa, que defendem o "rompimento da classe trabalhadora com a burguesia" e tentam conquistar jovens nos movimentos estudantis.

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Deviem

Há também candidatos que enfrentaram obstáculos internos ou judiciais. Leonardo Avalanche (PRTB) chegou à disputa como vice de Pablo Marçal, mas assumiu a cabeça de chapa após a Justiça Eleitoral confirmar a inelegibilidade do influenciador. Com quase meio bilhão de reais declarados ao TSE, ele participa de sua segunda eleição — em 2018, recebeu 173 votos ao concorrer a deputado federal pelo Podemos goiano. Avalanche assumiu a presidência do PRTB em 2024, após disputas internas que seguiram a morte do fundador, Levi Fidelix. A viúva de Levi, Aldineia Fidelix, tentou anular a eleição da direção nacional, e supostas irregularidades levaram o então presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, a determinar intervenção no partido. Avalanche nega as acusações, que incluem suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral em 2024 e alegações de envolvimento com o PCC, que ele também nega.

No DC, Clariana Barão é o "Plano C" do partido. O "Plano A" era o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo, substituído em maio de 2026 após o anúncio da pré-candidatura não despertar as paixões esperadas. O "Plano B" foi o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que desistiu. Rebelo judicializou sua pré-candidatura e foi expulso sumariamente após criticar a direção. Clariana, presidente estadual do DC no Mato Grosso, tem como vice a advogada Fabiana Torquato — a escolha buscou trazer representatividade feminina. Já o Democrata lançou o Veterinário Wilson Grassi, primeiro nome da legenda para a disputa presidencial. Até dezembro de 2025, o partido se chamava Partido da Mulher Brasileira (PMB), fundado em 2008 por Suêd Haidar, que é sua vice. Grassi nunca recebeu mais do que 4.517 votos — resultado de 2006, quando disputou a Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PFL. Em 2024, teve 2,7 mil votos como candidato a vereador na capital paulista pelo PRTB.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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