Quem ganha em Minas ganha no Brasil? Por que eleição de 2026 pode mudar essa 'regra'
Desde a primeira eleição pós-redemocratização, em 1989, o resultado da disputa presidencial em Minas Gerais tem acompanhado o do Brasil: quem venceu no estado acabou vestindo a faixa presidencial, de Fernando Collor a Lula. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país e reúne, em seu território, características das diferentes regiões brasileiras — do sertão baiano ao campo goiano. Além de Minas, apenas o Amazonas também refletiu o resultado nacional no período.
Para 2026, porém, analistas apontam que esse papel pode ser revisto. O cientista político Fábio Vasconcellos, da Uerj e da PUC-Rio, avalia que Minas tem se tornado menos definidora para o vencedor. Em 2022, Lula venceu no estado com 50,2% dos votos válidos, margem mais apertada do que a nacional, de 50,9% — a primeira vez que a diferença mineira para o vencedor ficou abaixo da brasileira. "Pode ser que o Lula ganhe no Brasil, mas não ganhe em Minas", diz. A analista Bertha Maakaroun pondera que ainda é cedo para conclusões, mas afirma que as pesquisas até aqui indicam que o estado continua a refletir os dados nacionais.
Pesquisa Datafolha divulgada em 24 e 25 de setembro mostrava cenários próximos: no primeiro turno em Minas, Lula tinha 39% contra 37% de Flávio Bolsonaro; nacionalmente, 40% a 36%. Segundo Vasconcellos, a região decisiva será a que reúne Grande Belo Horizonte, Vale do Rio Doce e Campo das Vertentes, com 43% do eleitorado mineiro.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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