QUEM FOI CHARLIE KIRK: O ativista de 31 anos que mobilizou a juventude americana e foi assassinado ao vivo
A HISTÓRIA
Charles James Kirk nasceu em 14 de outubro de 1993, em Arlington Heights, Illinois. Aos 18 anos, em 2012, ao lado do empresário Bill Montgomery, fundou o que se tornaria o maior movimento estudantil conservador dos EUA: a Turning Point USA (TPUSA). A organização, sem fins lucrativos, está hoje presente em mais de 3.500 escolas e universidades nos 50 estados americanos. A proposta era ser uma resposta direta aos movimentos liberais nos campi. Em 13 anos, Kirk se transformou de um jovem ativista em uma das vozes mais influentes do movimento MAGA - Make America Great Again. Foi peça central para levar o voto jovem para Donald Trump em 2016 e 2024. A LUTAA luta de Charlie Kirk tinha 3 pilares, repetidos por ele em todos os eventos:
1. Livre mercado e Estado limitado: Defesa da redução do poder estatal e das liberdades individuais e econômicas.
2. Guerra cultural contra o "wokismo": Kirk ficou famoso pelo quadro "Prove Me Wrong" (Prove que estou errado). Ele montava uma tenda no meio do campus, com essa frase estampada, e debatia por horas com estudantes que discordavam dele sobre aborto, ideologia de gênero, marxismo cultural, imigração e porte de armas.
3. Valores judaico-cristãos: Cristão conservador, guardava o sábado como prática religiosa. Seu livro póstumo, Pare, em Nome de Deus: Por que Honrar o Sábado Transformará Sua Vida, se tornou best-seller.Críticos o acusavam de retórica racista, homofóbica e transfóbica. Apoiadores o viam como um defensor do debate aberto, que nunca defendeu violência. Como ele mesmo dizia: “Tolerância e respeito mútuo não são concessões, mas pilares da vida em comum. ”Era casado há 4 anos com Erika Kirk, ex-Miss Arizona, e deixou dois filhos: uma menina de 3 anos e um menino de 1 ano.
Charlie Kirk foi assassinado no dia 10 de setembro de 2025, por volta das 12h20 (horário de Utah), na Utah Valley University, em Orem, Utah. Ele fazia a primeira parada da turnê "The American Comeback Tour", que passaria por 15 universidades, diante de cerca de 3.000 pessoas. Segundo a perícia do FBI, ele foi atingido no pescoço por um único disparo de fuzil, feito de longa distância por um atirador posicionado no telhado de um prédio próximo. O momento foi gravado em vídeo e viralizou. Imediatamente antes de ser baleado, ele debatia sobre tiroteios em massa. Um estudante perguntou: “Você sabe quantos atiradores em massa houve na América nos últimos 10 anos?” Sua última resposta foi: “Contando ou não a violência de gangues?” Foi levado em estado crítico ao Timpanogos Regional Hospital, passou por cirurgia e morreu no final da tarde, aos 31 anos. O atirador foi identificado como Tyler Robinson, 22 anos, estudante de um curso técnico de eletricista. Segundo os autos da acusação, o DNA dele foi encontrado no gatilho da arma. Ele disse ao colega de quarto que matou Kirk porque tinha "bastante ódio" e que "alguns ódios não podem ser negociados". Planejou o ataque por mais de uma semana. O Ministério Público de Utah pediu pena de morte por homicídio agravado por motivação política. O governador de Utah, Spencer Cox, classificou como "assassinato político": “Quando alguém tira a vida de uma pessoa por causa de suas ideias ou ideais, o fundamento constitucional é ameaçado.” O funeral, em Glendale, Arizona, reuniu Trump, J.D. Vance e milhares de jovens. Sua viúva, Erika, disse: “Meu marido queria salvar homens jovens, assim como aquele que tirou sua vida” - e ofereceu perdão ao assassino. A morte de Kirk marcou o período mais violento da política americana desde os anos 1970 e reacendeu o debate mundial sobre intolerância e violência política.
Esta matéria foi produzida pela redação do portal, com apuração e tratamento editorial próprios.
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