Quem eram as 9 vítimas fatais da queda de avião na Flórida
As nove pessoas que morreram na queda de um jato privado no último domingo (1/11) no Estado americano da Flórida eram sete passageiros e dois tripulantes. A aeronave Learjet 60 seguia de Austin, no Texas, em direção às Bahamas, quando caiu de bico em uma rodovia da região metropolitana de Palm Beach, no sul da Flórida, e explodiu com o impacto. Um homem que estava em um carro em terra sofreu uma lesão nas pernas.
A copilota era Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros. Ela obteve sua licença de piloto aos 17 anos, ainda no último ano do ensino médio. Sua mãe, Camila Corteleti, confirmou à imprensa americana que a filha morreu na explosão. "Ela adorava a liberdade", declarou. Em entrevista de 2023 a uma afiliada local da CBS News, Filgueiras contou que gostava de ser diferente dos outros e que muitas pessoas achavam estranho que ela soubesse pilotar aviões, mas não dirigir um carro.
Entre os passageiros estava o empresário de tecnologia do Texas Adam Robinson, sua esposa Helen Sharp e os dois filhos do casal, Emma, de quatro anos, e Charlie, de dois. Em comunicado conjunto, as famílias os descreveram como "pais dedicados" e afirmaram que as crianças eram "a luz das suas vidas". Robinson se descrevia em seu perfil no LinkedIn como fundador e CEO das empresas RB2B e Retention.com, além de CEO da Moltsets, e já havia trabalhado na Lehman Brothers e no grupo Barclays. Helen Sharp era artista e ceramista, segundo a imprensa, e fundou sua própria agência de relações públicas, a Influential PR, em Buenos Aires, onde conheceu o marido.
Também viajavam a bordo Rachel Reed, Charmi Fehr e Anita Maria Cetina. No comunicado das famílias, Reed e Fehr foram descritos como pessoas "cheias de alegria e espírito aventureiro", que se dedicaram inteiramente um ao outro. A babá Anita Maria Cetina, segundo o texto, "cuidou de Emma e Charlie com ternura e devoção" e "fazia parte da família". Não se sabe ao certo qual era a relação de Reed e Fehr com Robinson e Sharp.
O piloto foi identificado como Jeffrey Gregory, de 55 anos. Um porta-voz da empresa de voos charter East Coast Jets, onde ele costumava trabalhar, declarou que a companhia estava "profundamente entristecida" com a morte do comandante, que trabalhou na empresa brevemente em 2016 e 2017. A imprensa americana noticiou que ele era casado e tinha dois filhos.
O Escritório Nacional de Segurança do Transporte (NTSB) investiga se as condições climáticas contribuíram para o acidente. No momento da queda, foram registradas intensas chuvas e tempestades elétricas na região. Os investigadores afirmaram que há indícios de que a aeronave começou a se desintegrar antes do impacto e enfrentam dificuldades para recuperar os destroços devido à cratera criada pelo jato na estrada, que ficou parcialmente cheia de água.
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