Última Hora
• Ministro aponta ligação entre bets e crime organizado • Governabilidade de Lula exigirá negociação e acordos além da Esplanada • Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal • Tesouro prevê dívida bruta em 89,7% do PIB em 2030 com pressão de juros elevados • Aliado de Trump vence eleição para governo da Flórida e sucederá Ron DeSantis • Republicana vence socialista em disputa por vaga de Rubio no Senado dos EUA • Senado aprova plano federal para reforçar combate ao crime organizado no Brasil • Marinha dos EUA facilita formação de capelães para militares da ativa • Ministro aponta ligação entre bets e crime organizado • Governabilidade de Lula exigirá negociação e acordos além da Esplanada • Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal • Tesouro prevê dívida bruta em 89,7% do PIB em 2030 com pressão de juros elevados • Aliado de Trump vence eleição para governo da Flórida e sucederá Ron DeSantis • Republicana vence socialista em disputa por vaga de Rubio no Senado dos EUA • Senado aprova plano federal para reforçar combate ao crime organizado no Brasil • Marinha dos EUA facilita formação de capelães para militares da ativa
Ver Todas
Voltar para Economia

Tesouro prevê dívida bruta em 89,7% do PIB em 2030 com pressão de juros elevados

Por Ivan Marra
Atualizado em 04/11/2026 às 09:20 schedule 3 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A dívida bruta do governo central deve seguir em trajetória de alta e atingir o pico de 89,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030, segundo a 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União (RRFU), divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Fazenda. O documento atribui o movimento ao descompasso entre o custo dos juros e o ritmo de crescimento da economia.

Pelo cenário central, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) encerra 2026 em 83,7% do PIB, avanço de 5,1 pontos percentuais frente ao fim de 2025. A reversão é projetada apenas a partir de 2030, com recuo gradual até 86,3% do PIB ao final do horizonte de projeção, em 2036. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) acompanha dinâmica semelhante: sobe de 71% em 2026 para o teto de 78,4% do PIB em 2030 e recua para 75,6% em 2036.

O principal vetor de pressão no médio prazo é a conta de juros nominais, que deve adicionar, em média, 8,4 pontos percentuais do PIB ao ano à DBGG entre 2026 e 2030. Na direção oposta, o crescimento nominal do PIB ameniza parte do avanço e retira 6,0 pontos percentuais anuais da relação dívida/PIB — sendo 2,1 pontos pelo crescimento real e 3,9 pontos pelo efeito do deflator. O Tesouro calcula que uma elevação de 1 ponto percentual ao ano na taxa Selic sobre o cenário base representaria impacto fiscal acumulado de R$ 476 bilhões em despesas com juros entre 2027 e 2030.

O relatório também apresenta simulações de estresse. Em cenários com choques combinados — juros mais altos, menor crescimento e resultado primário desfavorável —, a dívida bruta superaria 100% do PIB já a partir de 2033. Na combinação de queda de 0,5 ponto percentual ao ano no crescimento, alta de 1 ponto percentual ao ano nos juros e déficits primários de 0,5% do PIB ao ano, a DBGG saltaria para 103,4% do PIB em 2036, 17,1 pontos acima do cenário central. Em sentido inverso, melhora fiscal aliada a juros menores e aceleração da atividade reduziria a dívida a 71,3% do PIB no mesmo período.

O documento ressalta que uma trajetória sustentada de queda da relação dívida/PIB depende da continuidade de reformas estruturais voltadas à melhoria do ambiente de negócios, ao aumento da produtividade e do crescimento, com destaque para medidas de consolidação fiscal. Além da dinâmica macroeconômica, a exposição total da União a riscos fiscais específicos alcançou R$ 4,87 trilhões em 2025. Entre os vetores monitorados estão os passivos judiciais, cujo estoque de ações contra o governo atingiu R$ 2,18 trilhões em junho de 2026, com a despesa efetiva com perdas judiciais e precatórios passando de 2,5% das despesas primárias em 2017 para projeção de 4,6% em 2026 (R$ 121,3 bilhões); as garantias e a inadimplência de empréstimos a estados e municípios, que somaram R$ 1,21 trilhão até junho de 2026; e os eventos climáticos e ambientais, que ampliam a necessidade de créditos extraordinários e de gastos com reconstrução de infraestrutura.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Economia Dólar sobe 0,74% e aproxima-se de R$ 5,50 em dia de cautela fiscal O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (3) em queda, com o dólar em alta e a bolsa de… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra