Marinha dos EUA facilita formação de capelães para militares da ativa
A Marinha dos Estados Unidos lançou em 30 de outubro o Programa de Aquisição de Capelães em Serviço Ativo, iniciativa que permite a militares da ativa da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais cursar formação teológica sem deixar as Forças Armadas. O objetivo é fortalecer a prontidão espiritual das tropas, mantendo salário e benefícios durante os estudos.
Pelo programa, o governo cobre as mensalidades de uma pós-graduação em teologia em instituições credenciadas enquanto o militar permanece na ativa. Após a formatura, o participante passa temporariamente para um status inativo por meio do Programa de Intervalo de Carreira. Nesse período, de dois a três anos, ele deve adquirir experiência prática em liderança religiosa em tempo integral na sua organização religiosa. Só depois dessa etapa ministerial retorna para ser comissionado como oficial do Corpo de Capelães da Marinha em serviço ativo.
Antes, marinheiros e fuzileiros que sentiam o chamado religioso precisavam pedir baixa e abandonar a carreira para frequentar um seminário por conta própria, perdendo salário, estabilidade e benefícios. Concluídos os estudos e a prática ministerial como civis, tinham de passar novamente por todo o processo de candidatura para tentar voltar às Forças Armadas.
As autoridades de defesa defendem que a prontidão espiritual integra a prontidão de combate. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirma que os capelães são a espinha dorsal do exército e que ninguém deveria ter de escolher entre o uniforme e o chamado divino. A criação do Escritório de Assuntos Religiosos busca manter bons guerreiros na força enquanto atendem suas vocações. A medida recebeu apoio de republicanos e democratas.
Apesar do elogio ao incentivo à capelania, o arcebispo Timothy Broglio, da Arquidiocese para os Serviços Militares dos EUA, aponta limitações para os católicos. A Igreja exige cerca de sete anos de estudos acadêmicos e espirituais, além de três anos de serviço pastoral civil obrigatório. Como o novo programa prevê apenas três anos para a fase inativa, o prazo é insuficiente para as exigências do sacerdócio católico, dificultando o aproveitamento pleno do benefício por militares dessa denominação.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar