Quem é o suplente de Michelle que foi braço direito de Tarcísio e articulou a domiciliar de Jair
Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, tem como primeiro suplente Diego Torres Dourado (PL), irmão da ex-primeira-dama e articulador político com passagem por Brasília e São Paulo. A informação consta em material publicado pela Gazeta do Povo.
Homem de confiança de Jair Bolsonaro (PL), Torres foi assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atuou na articulação do governo com a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e participou de contatos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar levar o ex-presidente à prisão domiciliar. Agora, voltou a Brasília para coordenar a campanha da irmã.
Segundo o texto, a suplência foi uma escolha do próprio Jair Bolsonaro. "Eu não entrei na suplência dela para assumir alguma coisa. Eu entrei apenas para blindá-la", afirmou Torres. "Nunca tive interesse de ter cargo eletivo, só vim aqui para cumprir um papel que o meu líder me mandou fazer."
Diego Torres conhece Jair Bolsonaro desde 2007, quando o ex-presidente iniciou o relacionamento com Michelle. Na época, era militar temporário da Força Aérea Brasileira (FAB). Depois, permaneceu na instituição como servidor civil, passou pelo Ministério da Defesa e pela Primeira-Secretaria do Senado. Paralelamente, aproximou-se da política e passou a administrar páginas de apoio a Bolsonaro nas redes sociais.
A relação com Tarcísio começou quando o atual governador comandava o Ministério da Infraestrutura. Torres criou uma página de apoio ao então ministro, chamada "Tarcisão do Asfalto", e, na eleição de 2022, deixou Brasília para ajudar na campanha paulista. Depois da vitória, foi convidado a permanecer no estado e, no governo, passou da comunicação pessoal de Tarcísio para a articulação parlamentar, tornando-se também uma ponte entre o governador e Jair Bolsonaro.
De acordo com o material, Torres deixou oficialmente o governo de São Paulo em novembro de 2025, quando a possibilidade de integrar a chapa de Michelle já estava em discussão. Questionado sobre a possibilidade de ocupar o Senado caso Michelle, se eleita, deixe o mandato no futuro, disse nunca ter conversado com a irmã sobre essa hipótese. Depois da eleição, pretende retomar o próprio caminho profissional e descarta retornar ao governo paulista.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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