PT pede R$ 7 milhões em vaquinha para quitar dívidas da campanha de Lula
O PT abriu uma vaquinha para quitar despesas da campanha do presidente Lula nas eleições de 2026. Segundo o partido, a arrecadação ficará aberta até terça-feira (11). O coordenador financeiro da campanha, José Filippi, sugeriu que cada pessoa doe R$ 13, valor que classificou como menor do que o preço de um lanche. A meta é arrecadar R$ 7 milhões.
Em anúncio divulgado nesta quinta-feira (5), a sigla afirma que a contribuição individual pode parecer pequena, mas que, com milhares de participantes, será possível reunir os recursos necessários para fechar as contas da campanha.
Os dados da prestação de contas de Lula ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram receitas de aproximadamente R$ 129,9 milhões, das quais 95,7% (R$ 123,8 milhões) vieram do fundo eleitoral. O petista também recebeu R$ 4,14 milhões em doações. As despesas declaradas somavam cerca de R$ 93,9 milhões, uma diferença positiva de R$ 36 milhões.
Do total de gastos, cerca de 33% (R$ 31 milhões) foram para a Marketing Delta3, do empresário Francisco Mascarenhas Kertész. Para o impulsionamento em redes sociais da Meta, foram investidos R$ 13,5 milhões. O terceiro lugar do ranking é ocupado por despesas com o deslocamento de Lula, que somaram R$ 5,4 milhões.
Segundo José de Filippi, essa diferença não significa necessariamente que os recursos estejam disponíveis ou que todas as despesas tenham sido pagas, pois a prestação de contas ainda não está completa, especialmente em relação aos gastos do segundo turno. O principal concorrente, Flávio Bolsonaro (PL), também apresenta resultado positivo, mas mais apertado: somou R$ 115,7 milhões em receitas, com dependência menor dos fundos partidário e eleitoral, que totalizaram R$ 60,6 milhões (cerca de 58% do total), enquanto as doações responderam por 42%, ou R$ 48,7 milhões.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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