Prédios passam a valer mais no chão do que de pé em bairros nobres de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo emitiu 11.152 alvarás de demolição nos últimos cinco anos, média de seis por dia, segundo a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento. A escassez de terrenos livres fez do mercado imobiliário um comprador de prédios inteiros: em bairros valorizados, comprar um edifício e derrubá-lo virou, muitas vezes, a única forma de abrir espaço para um novo empreendimento.
As demolições se concentram nas regiões mais caras. As subprefeituras de Pinheiros (2.184 alvarás) e Vila Mariana (2.044) somam quase 38% do total. Na outra ponta, Cidade Tiradentes registrou dois alvarás no período e Parelheiros, apenas um. Perto do Parque Ibirapuera, um complexo com um edifício residencial de 12 andares e outro comercial de oito foi demolido de cima para baixo ao longo de seis meses, com miniescavadeiras levadas por guindastes até o topo. No lugar, será erguido um empreendimento com elevador panorâmico e vista para o parque.
O movimento também decorre das regras urbanísticas. Em 2023, uma revisão do Plano Diretor ampliou áreas próximas de estações de metrô e trem e de corredores de ônibus onde é permitido construir prédios mais altos e com mais apartamentos. A capital lançou 154.769 unidades residenciais entre setembro de 2025 e agosto de 2026; 67% delas ficam nas zonas de maior adensamento, e os eixos de transporte concentram 43,9% do total, segundo o Secovi-SP.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar