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Por que os EUA foram o único país a votar contra o novo mapa-múndi da ONU

Por Ivan Marra
Atualizado em 05/09/2026 às 20:35 schedule 2 min de leitura visibility 25 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os Estados Unidos foram o único país a votar contra uma resolução aprovada nesta sexta-feira (4) na Assembleia Geral da ONU que adota novos mapas-múndi com o objetivo de corrigir “distorções” na representação dos continentes. A proposta recebeu 164 votos favoráveis e seis abstenções.

A resolução, apresentada pelo Togo, não obriga o abandono da projeção de Mercator, criada em 1569 pelo cartógrafo belga Gerardus Mercator. O texto incentiva a difusão de mapas como o Equal Earth, criado em 2018, que retrata com maior precisão as proporções reais dos territórios. Nesse modelo, a África e outras regiões do Hemisfério Sul aparecem maiores, enquanto o Hemisfério Norte é reduzido.

Em nota divulgada na véspera da votação, Yaryna Ferencevych, vice-representante dos Estados Unidos no Conselho Econômico e Social da ONU, pediu que outros países rejeitassem a medida. Ela classificou a iniciativa como de teor ideológico e afirmou que a Assembleia Geral deveria se dedicar a temas mais relevantes, como paz internacional e prosperidade. “Esta resolução ridiculariza o trabalho e o propósito desta instituição”, disse.

A União Africana, por sua vez, celebrou a aprovação. Em comunicado, o grupo afirmou que a projeção de Mercator distorceu por séculos a geografia global, reduzindo a África ao tamanho da Groenlândia quando o continente é 14 vezes maior. A entidade defendeu que a adoção de mapas de áreas iguais em salas de aula, na mídia e em instituições internacionais garante uma representação mais fiel da escala e do peso da África no mundo.

A votação desta sexta-feira ocorre em meio ao embate do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a ONU. Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, ele cortou verbas para a instituição e passou a exigir reformas, acusando-a de burocracia e de atuar de forma ideológica. Trump também criou o Conselho da Paz, com o objetivo de gerir a Faixa de Gaza e manter o cessar-fogo no enclave palestino após a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, mas a iniciativa ainda não decolou.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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