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Governo espanhol contraria moradores e deve instalar tendas para imigrantes ilegais em Ceuta

Por Ivan Marra
Atualizado em 05/09/2026 às 21:35 schedule 3 min de leitura visibility 18 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O governo da Espanha assumiu neste sábado (5) o controle da área portuária da cidade de Ceuta e deve instalar tendas para acolher imigrantes ilegais, contrariando a vontade dos moradores locais. A informação foi divulgada pela agência EFE. As estruturas vão receber mais de mil imigrantes que permanecem no território após cruzarem ilegalmente a fronteira vindos do Marrocos em julho.

Muitos dos imigrantes retornaram voluntariamente ao Marrocos, mas milhares seguem na cidade espanhola. Parte vive em barracos improvisados na praia, enquanto outros estão espalhados pelo município. O número exato de migrantes que restam em Ceuta não é claro: o governo espanhol estima 5 mil pessoas, enquanto o governo local afirma que o contingente oscila entre 8 mil e 9 mil. Algumas ONGs elevam a estimativa para até 20 mil.

A decisão de assumir o porto ocorre depois que o Conselho de Administração da Autoridade Portuária de Ceuta, controlado pela cidade autônoma, votou na última sexta-feira contra a instalação das estruturas solicitadas pela Secretaria de Estado de Migrações. A ordem oficial detalha que a ocupação será provisória, com tendas e espaços para zonas de descanso, enfermaria, dispensário, atendimento, intervenção social e serviços de saúde.

Moradores dos bairros Junta de Obras do Porto e Parques de Ceuta, próximos ao porto, exigiram a paralisação imediata das obras e manifestaram indignação e profunda preocupação com a medida. A Confederação de Empresários de Ceuta (CECE) também se posicionou contra, defendendo que o governo espanhol respeite a decisão da Autoridade Portuária e descarte qualquer iniciativa para ceder terrenos do porto para o acampamento.

Entre as pessoas que cruzaram a fronteira em julho, a Polícia Nacional já colocou 1,5 mil menores à disposição do governo de Ceuta, segundo o Ministério do Interior. Eles estão abrigados em centros habilitados para conter a crise migratória. As ONGs No Name Kitchen e Associação Elín, que prestam auxílio aos migrantes na região, denunciaram tratamento desumano por parte do governo espanhol, citando falta de acesso a água e comida e o uso de violência nas devoluções forçadas ao Marrocos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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