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Por que é tão raro o impeachment de juízes das Supremas Cortes no mundo

Por Ivan Marra
Atualizado em 03/09/2026 às 19:25 schedule 2 min de leitura visibility 16 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O relatório da Polícia Federal sobre trocas de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reacendeu o debate sobre a possibilidade de impeachment de magistrados da Corte. O plenário do STF deve analisar a abertura de investigação contra Moraes, e o presidente do tribunal, Edson Fachin, prometeu anunciar medidas cabíveis. No Senado, já há 66 pedidos de impeachment contra o ministro, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não autorizou a abertura de nenhum deles.

No Brasil, nunca houve impeachment de ministro do STF. A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar magistrados por crimes de responsabilidade, definidos na Lei do Impeachment. Entre os crimes listados estão proceder de modo incompatível com o decoro das funções e exercer atividade político-partidária. As punições previstas incluem perda do cargo e inabilitação para função pública por até cinco anos.

Em outros países, a remoção de juízes de Supremas Cortes é igualmente rara. Na Alemanha, França e Itália, a decisão cabe aos próprios magistrados. Nos EUA e no Reino Unido, o Parlamento tem papel decisivo. Na história americana, houve apenas um processo de impeachment contra um juiz da Suprema Corte, em 1804, que terminou com a absolvição do magistrado. Segundo o professor David Kosar, da universidade Masaryk, na República Checa, não há registros de afastamento de juízes por impeachment nas democracias consolidadas da Europa ocidental.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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