PF faz operação no Rio para conter repasses ilegais de arma a CACs
A Polícia Federal cumpriu, nessa quarta-feira (4), dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária na segunda fase da Operação Polaridade, que investiga um esquema criminoso de aquisição de armas de fogo e munições destinadas a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs). Os documentos foram expedidos pela Justiça Federal e cumpridos em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda, no Rio de Janeiro. A ação teve o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
As medidas judiciais tiveram como alvo dois policiais militares da ativa, um militar da Marinha do Brasil — preso em flagrante pela posse irregular de arma de fogo — e outros investigados suspeitos de participar do esquema. Durante a operação, foram apreendidos sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de aparelhos eletrônicos.
Segundo a Justiça Federal, pessoas interessadas em obter autorizações para aquisição de armas e munições faziam pagamentos indevidos diretamente a um funcionário terceirizado. O objetivo era conseguir a liberação irregular dos respectivos processos administrativos, em desacordo com a legislação vigente.
A investigação busca apurar como o esquema viabilizava o repasse ilegal de armamentos ao segmento de CACs, que depende de autorização oficial para comprar e portar esse tipo de equipamento. A operação segue sob responsabilidade da Polícia Federal, com base nas determinações da Justiça Federal.
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