Petróleo na eleição: Lula exalta Margem Equatorial; Flávio busca setor privado
O petróleo entrou de vez na corrida presidencial. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associa as novas fronteiras exploratórias à Petrobras, o senador Flávio Bolsonaro (PL) busca aproximação com empresas privadas e incorpora especialistas do setor à elaboração de seu programa de governo. O movimento ganhou visibilidade após encontro do candidato com executivos de grandes empresas de petróleo e energia interessados em discutir os rumos da política energética brasileira.
Para formular as propostas, Flávio escalou o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e os especialistas Adriano Pires e Alexandre Chequer. A composição sinaliza orientação mais aberta ao capital privado, em contraponto ao modelo de Estado empresário. O candidato também prometeu extinguir o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto criado pela gestão atual, sob o argumento de que a tributação desestimula produção e investimentos.
Lula, por sua vez, levou a Margem Equatorial para a campanha. Na segunda-feira (17), visitou um navio-sonda da Petrobras na costa do Amapá e classificou a descoberta no poço Morpho como novo "passaporte para o futuro". A viagem teve forte teor político: o petista estava ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no primeiro evento público dos dois após três meses afastados. A divergência entre os candidatos tende a se concentrar menos na conveniência de explorar e mais na estratégia de execução, com a Petrobras estimando que o pré-sal alcance seu pico de produção em 2034.
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