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Partidos políticos com identidade se tornaram coisa rara no Brasil

Por Ivan Marra
Atualizado em 02/10/2026 às 09:20 schedule 3 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O comentarista Alexandre Garcia avalia que os partidos políticos brasileiros perderam identidade e se reduziram a números apertados na urna eletrônica. Em sua coluna, ele afirma que não consegue mais associar os números dos candidatos a nomes de legendas, com exceção do 22 e do 13, e observa que os partidos deixaram de ser nomes para virar apenas algarismos de dois dígitos — que podem virar três, quatro ou cinco dependendo do cargo em disputa.

Segundo Garcia, nomes conhecidos da história política aparecem em propagandas eleitorais aparentando vergonha da sigla: exibem somente o número, e o eleitor mal fica sabendo a que partido pertencem. Para ele, os partidos não têm doutrina e, no máximo, possuem um estatuto semelhante aos demais, arquivado na Justiça Eleitoral. A separação atual se dá por nome, indivíduo e suposta ideologia — termo que o comentarista considera vago, já que, questionadas, as pessoas teriam dificuldade de explicar o que direita, esquerda ou centro significam. Ele compara a formação de partidos à criação de ONGs, com a mesma intenção.

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Deviem

Na coluna, Garcia também comenta a decisão do TRE do Distrito Federal que proibiu apenas as publicações políticas de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, após ficar comprovado que partiu dele uma das fake news sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro. Ao Poder360, Marques afirmou ter um perfil de “política e humor”. O comentarista questiona a distinção entre o que é oficial e o que é particular e afirma que o caso é de fusão, não de mistura.

Sobre a eleição presidencial, Garcia diz que muitos apostam em definição já no primeiro turno, mas que, mesmo que as pesquisas antecipem o resultado do segundo turno, isso não significa que a disputa se encerre agora. Ele cita o cenário no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes tem 42% no Datafolha e Douglas Ruas tem 31%, e avalia que a disputa local vai para o segundo turno. Garcia lembra ainda um conselho que atribui a Golbery: quando há um “mas”, importa o que vem depois dele. Paes declarou apoio a Lula com a ressalva de que não precisa de sua bengala e não é subordinado a ele.

Por fim, o comentarista afirma que no domingo os eleitores escolherão entre mudar ou seguir na direção atual. Ele menciona dados da Confederação Nacional da Indústria segundo os quais os estoques estão altos, principalmente nos setores têxtil, de eletroeletrônicos e de móveis. Na avaliação dele, as vendas caíram e não há compras suficientes para baixar os estoques, por causa do endividamento e dos juros altos — que sobem porque o governo está muito endividado e precisa oferecer bons prêmios ao investidor para colocar seus papéis no mercado.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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