Última Hora
• Chegada de turistas a El Salvador cresce após queda da criminalidade sob Bukele • Por que Lula acusa Trump de tentar interferir na eleição a favor de Flávio Bolsonaro • Porto Itapoá aposta em navios maiores para avançar sobre cargas de Santos e Paranaguá  • 'Nunca descartaria uma interferência de Trump na eleição brasileira', diz o jornalista americano Jon Lee Anderson • Iniciada a missão do cardeal Zuppi em Moscou • Como fazendeira ajudou polícia a prender suspeitos de ataque a base militar no Reino Unido • Santa Catarina tem oito candidatos a governador, veja quais são • Os esforços criativos para a negociação e a ilusão do rearmamento • Chegada de turistas a El Salvador cresce após queda da criminalidade sob Bukele • Por que Lula acusa Trump de tentar interferir na eleição a favor de Flávio Bolsonaro • Porto Itapoá aposta em navios maiores para avançar sobre cargas de Santos e Paranaguá  • 'Nunca descartaria uma interferência de Trump na eleição brasileira', diz o jornalista americano Jon Lee Anderson • Iniciada a missão do cardeal Zuppi em Moscou • Como fazendeira ajudou polícia a prender suspeitos de ataque a base militar no Reino Unido • Santa Catarina tem oito candidatos a governador, veja quais são • Os esforços criativos para a negociação e a ilusão do rearmamento
Ver Todas

Parolin na ONU: “Restabelecer a confiança” por meio do diálogo, da justiça e da paz

Por Celso Rafael
Atualizado em 28/09/2026 às 12:50 schedule 3 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O cardeal secretário de Estado vaticano Pietro Parolin discursou no sábado, 26 de setembro, durante o debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Ele transmitiu as saudações do Papa Leão XIV e afirmou que o tema deste ano — “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas a serviço de todos” — representa “um imperativo moral e político urgente”.

Segundo Parolin, toda instituição internacional, independentemente de seu quadro jurídico, necessita da confiança mútua entre seus membros para ser eficaz. Essa confiança, acrescentou, também se alimenta do compromisso em prol da dignidade humana. O secretário de Estado defendeu que o diálogo e a diplomacia se tornem os meios naturalmente utilizados para resolver conflitos, citando o apelo do Papa para que se passe de uma “cultura do poder” para uma autêntica “cultura da negociação”.

Publicidade

Deviem

Parolin afirmou que a paz não é uma palavra negativa, mas exige verdade e justiça, e deve ser construída por meio de esforços pacientes voltados ao estabelecimento de relações justas dentro das nações e entre elas. Ele apontou as desigualdades, a exclusão, as violações dos direitos fundamentais e o não reconhecimento dos outros como irmãos como fatores que geram conflitos, e pediu esforços renovados em prol do desarmamento, alertando que preocupações legítimas com a defesa nacional não devem se transformar em uma corrida ao rearmamento.

Uma parte significativa da intervenção tratou da transformação tecnológica, em especial da inteligência artificial. O cardeal destacou as questões morais levantadas pelos sistemas de armas letais autônomos e ressaltou que a responsabilidade pelo uso da força não pode ser transferida para as máquinas nem delegada a processos opacos ou automatizados, devendo permanecer sob controle humano eficaz, consciente e responsável. A Santa Sé defende um quadro internacional capaz de limitar a corrida aos armamentos tecnológicos, garantindo a responsabilidade e a proteção dos civis.

Sobre conflitos em andamento, Parolin pediu o fim imediato das hostilidades e o retorno à diplomacia. Em relação à Ucrânia, afirmou que, após mais de quatro anos de guerra, o número de vítimas continua aumentando, e defendeu um cessar-fogo imediato, completo e eficaz. Quanto ao conflito israelense-palestino, reiterou o apelo para que se ponha fim à violência contra os civis palestinos na Cisjordânia e expressou preocupação com a crise humanitária em Gaza, exortando a comunidade internacional a trabalhar por uma solução de dois Estados. Ele também mencionou emergências humanitárias em outras regiões, como o Golfo, Mianmar, Sudão, Somália, República Democrática do Congo, Moçambique, Venezuela e Haiti.

O secretário de Estado abordou ainda a universalidade dos direitos humanos e a proteção dos mais vulneráveis, incluindo migrantes e refugiados, e condenou a discriminação, a violência e a perseguição contra cristãos e outras comunidades religiosas. Por fim, reconheceu que o multilateralismo está em crise, mas sustentou que isso não diminui sua importância, defendendo uma cooperação internacional renovada e a vontade de escolher a paz em vez da destruição.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Religião Iniciada a missão do cardeal Zuppi em Moscou Após a visita realizada em julho passado à Ucrânia, o purpurado está na Rússia para três dias de encontros… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Celso Rafael

Quem sou eu

Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

Mais de Celso Rafael