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Papa Leão XIV pede inteligência artificial a serviço da paz

Por Celso Rafael
Atualizado em 03/10/2026 às 19:05 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Papa Leão XIV defendeu que o desenvolvimento da inteligência artificial seja orientado pela sabedoria e pela caridade, de modo que o avanço tecnológico esteja a serviço da dignidade de cada pessoa e fortaleça os vínculos entre a humanidade. A mensagem foi enviada aos participantes da primeira edição da conferência AI4Peace, realizada na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Na mensagem, o pontífice pediu que sejam discutidas formas de utilizar a inteligência artificial para favorecer o diálogo, a reconciliação e a solidariedade entre os povos, transformando os frutos da inovação tecnológica em instrumentos de paz.

O debate sobre o uso da inteligência artificial também alcança as escolas, onde a tecnologia já transforma práticas de ensino e aprendizagem. Para a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), esse processo precisa estar associado à formação integral dos estudantes.

Em sua primeira encíclica, Magnifica humanitas, Leão XIV afirma que educar para o uso da inteligência artificial também significa ensinar quando e para que finalidade ela não deve ser utilizada. O documento alerta para o risco de que máquinas cada vez mais sofisticadas reduzam nos jovens o desejo de fazer perguntas e destaca a importância de preservar a busca pela verdade e o pensamento crítico. A escola é apontada pelo Papa como espaço para que as novas gerações aprendam a buscar e amar a verdade, e o texto defende uma preparação adequada dos professores para orientar os estudantes no uso responsável, crítico e criativo das novas tecnologias.

Para a ANEC, a incorporação da inteligência artificial à educação não deve se limitar ao domínio das ferramentas. O uso da tecnologia precisa vir acompanhado de reflexão, responsabilidade e do desenvolvimento da capacidade dos estudantes de avaliar informações, fazer escolhas e conviver com outras pessoas. “A inteligência artificial traz possibilidades importantes para a educação, mas precisamos garantir que a inovação esteja sempre a serviço da pessoa. A formação integral, o pensamento crítico, os valores e as relações humanas precisam continuar no centro do processo educativo”, afirma a diretora-presidente da ANEC, Irmã Iraní Rupolo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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