Papa Leão XIV alerta que diluir exigências do cristianismo não o torna atraente
O Papa Leão XIV pediu nesta quarta-feira que os cristãos sejam capazes de "ver o mundo de forma positiva" e se comprometam ativamente com a transformação da sociedade segundo o espírito do Evangelho, sem diluir a mensagem cristã. A declaração foi feita durante a audiência geral realizada na Praça de São Pedro, em 7 de outubro.
"Certamente não é diluindo o conteúdo ou suavizando as exigências que o cristianismo pode se tornar atraente", afirmou o pontífice, citando discurso que havia proferido à assembleia plenária do Dicastério para a Evangelização, Seção sobre Questões Fundamentais Relativas à Evangelização no Mundo, em 28 de maio.
Na catequese, Leão XIV retomou sua série dedicada aos textos do Concílio Vaticano II, após a pausa da semana anterior, quando refletiu sobre sua viagem apostólica à França. Desta vez, concentrou-se no Capítulo 4 da primeira parte da constituição conciliar Gaudium et Spes, que trata da missão da Igreja no mundo contemporâneo.
Segundo o papa, cabe a todo o povo de Deus, especialmente aos pastores e teólogos, discernir o que nas culturas do tempo presente é digno de consideração, tomando sempre a palavra de Deus e a tradição da Igreja como critérios supremos. Ele ressaltou que isso exige "uma mente equilibrada, livre de tendências culturais, capaz de ver o mundo de forma positiva enquanto permanece firme em preservar e apresentar a mensagem do Evangelho em sua totalidade".
Diante de milhares de peregrinos, o pontífice refletiu sobre a vocação dos fiéis leigos e recordou que o Vaticano II promoveu uma nova consciência da responsabilidade de todos os batizados na missão da Igreja. Ele afirmou que, ao adorar Cristo, "o crente não pode aceitar a opressão dos fracos e dos pobres, nem as estruturas injustas que perpetuam condições de dependência e injustiça", e acrescentou que a doutrina social da Igreja orienta as ações dos cristãos, que colaboram com todas as pessoas de boa vontade na promoção do bem comum.
Leão XIV destacou que os cenários principais dessa missão evangelizadora são a família e o local de trabalho, embora ela se estenda a todas as esferas da vida. O papa deixou claro que o propósito da Igreja não é de natureza política, mas consiste em dar testemunho da fé e da caridade, com compromisso pela justiça, paz e fraternidade.
Ao final, durante as saudações aos fiéis de língua italiana, o pontífice recordou a memória litúrgica de 7 de outubro de Nossa Senhora do Rosário e enfatizou a importância dessa oração mariana tradicional, observando que é "muito estimada na tradição da Igreja". Ele destacou que Maria é um "refúgio seguro em meio às dificuldades da vida".
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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