Motta ignora força da direita eleita na Câmara e elogia apenas aumento da bancada feminina
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não fez menção à eleição da maioria de parlamentares de direita para a próxima legislatura da Casa e, nesta quarta-feira (7), limitou-se a elogiar o aumento da bancada feminina para o ano que vem.
Na eleição do último final de semana, os partidos mais alinhados à direita conquistaram 276 cadeiras, enquanto as legendas de centro levaram 113. A esquerda contou com 124 deputados eleitos. Motta, no entanto, concentrou seus cumprimentos na nova bancada feminina.
“Foram 109 deputadas eleitas, um crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura. Mais mulheres no Plenário significam mais vozes no diálogo e mais força para pautas que fazem diferença na vida das brasileiras e de suas famílias”, afirmou o presidente da Câmara.
O mesmo ocorreu no último domingo (4), após o fim da totalização dos votos, quando Motta se limitou a declarar que a “nossa democracia deu mais uma demonstração de maturidade e estabilidade”. Na ocasião, parabenizou todos os eleitos e reeleitos, com destaque para os deputados federais, e fez um apelo para que o segundo turno transcorra com civilidade e sem violência.
Entre os partidos que conquistaram mais votos, o PL elegeu 121 deputados, enquanto o PT obteve 70 cadeiras. Entre as legendas de centro, o União Brasil levou 46, o PSD teve 43 e o PP e o Republicanos somaram 41 cada. PP e União Brasil já declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o PSD deve adotar neutralidade e o Republicanos, partido de Motta, decidiria nesta quarta-feira (7) se embarca na campanha do senador. Segundo fontes próximas, Motta resiste e deve continuar aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a promessa de receber apoio do PT para se reeleger ao comando da Câmara.
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