O que Paulo Francis diria sobre o STF e o Brasil de hoje?
Em coluna publicada nesta quinta-feira (10), o economista Rodrigo Constantino afirma que o Brasil "continua o mesmo asilo de lunáticos em que os pacientes assumiram o comando" e aponta o Supremo Tribunal Federal (STF) como o palco atual da crise. Segundo ele, a corte que "se imagina oráculo da República" não passa de "um clube de vaidosos – e corruptos – com toga".
Constantino cita o caso do banqueiro Daniel Vorcaro, preso, e as mensagens que, segundo ele, sugerem favorecimento envolvendo ministros como Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli e Flávio Dino. O colunista menciona ainda contratos com o escritório da mulher de um ministro do STF, trocas de mensagens por WhatsApp e o afastamento de delegados da Polícia Federal. Para ele, o episódio é "apenas o capítulo mais recente" de uma história em que as elites se protegem até o barco começar a afundar.
O texto também relaciona a crise à eleição presidencial, na qual, segundo o autor, Lula e o herdeiro de Bolsonaro aparecem empatados nas pesquisas e usam o tribunal como arma. Constantino recorre ao escritor Paulo Francis para concluir que "política dá sempre errado" e que o "adesismo fisiológico é norma política nacional".
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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