O que mudou no mapa do Brasil que explica a virada de Lula
O mapa da votação por estado no segundo turno das eleições de 2026 é quase idêntico ao do primeiro turno, com uma exceção decisiva: Minas Gerais. O estado, historicamente considerado o fiel da balança na disputa presidencial, havia dado vitória a Flávio Bolsonaro (PL) na primeira etapa, mas virou para Lula (PT), reeleito com 51,79% dos votos válidos.
No primeiro turno, Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal, contra 12 de Lula. Neste domingo (25), o petista tomou Minas Gerais e passou a somar 13 estados. Em território mineiro, o senador tinha alcançado 48,24% dos votos válidos, contra 43,33% do petista. No segundo turno, Lula ficou com 50,40%, e Flávio, com 49,60%.
De modo geral, o presidente reeleito avançou sobre o oponente em todos os estados. No Rio de Janeiro, reduto da família Bolsonaro, Lula subiu de 39,41% para 46,90%, enquanto Flávio cresceu apenas 0,9 ponto percentual. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o petista foi de 38,20% para 46,15%, e o senador, de 51,93% para 53,85%. No Nordeste, Lula manteve os nove estados, ampliando a vantagem: no Piauí, passou de 70,99% para 75,88%; na Bahia, de 66,17% para 71,31%.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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