O que deu errado na execução de Christa Pike: é comum a injeção letal falhar nos EUA?
A execução de Christa Pike, que seria a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos, não seguiu o desfecho esperado. Ela recebeu duas doses de pentobarbital, mas os medicamentos não interromperam seu ritmo cardíaco, e ela ainda podia ser ouvida respirando. Pike foi transferida às pressas para um hospital e, segundo um de seus advogados, está em estado crítico. O Departamento Penal do Tennessee afirmou que todas as etapas do protocolo foram seguidas.
A injeção letal é o método de execução mais comum nos Estados Unidos e também o que mais resulta em execuções malsucedidas ou problemáticas, segundo o Death Penalty Information Center. A maioria dos Estados que aplicam a pena de morte usa uma combinação de três drogas — midazolam, brometo de vecurônio e cloreto de potássio —, enquanto pelo menos 10 adotam um único composto, o pentobarbital, usado no caso de Pike.
Especialistas apontam causas variadas para as falhas, como dificuldades para obter os medicamentos, drogas possivelmente degradadas e complicações na aplicação intravenosa. O governador Bill Lee ordenou uma investigação independente, e as autoridades do Tennessee ainda não anunciaram se tentarão executar Pike novamente.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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