Nova Zelândia constrói primeira catedral católica em 120 anos com estrutura que dobra em terremotos
A primeira catedral católica da Nova Zelândia em mais de 120 anos será erguida em Christchurch com uma estrutura projetada para dobrar, e não quebrar, durante terremotos. O projeto é assinado pela firma Warren and Mahoney, responsável pelo plano diretor, pela arquitetura e pelo paisagismo do novo edifício.
Com capacidade para 800 pessoas, a igreja será construída na Barbadoes Street, a cerca de 20 metros de onde ficava sua antecessora de 1905, demolida em 2020 — nove anos depois de os terremotos de Canterbury a deixarem sem possibilidade de reparo. As paredes serão de tijolo e pedra locais, com concreto reforçado com fibra de vidro.
Para manter os custos baixos, grande parte do edifício será produzida fora do local, em módulos de construção. Segundo a firma, a solução permite ainda preservar "uma sensação de monumentalidade dentro de um orçamento restrito". O diretor da empresa e arquiteto principal, Joseph Hampton, afirmou que alguns projetos exigem pensar além da própria vida e considerar como será a administração daqui a 50, 100 ou até 200 anos.
Diferentemente da antiga catedral, que ficava de frente para a rua, o novo edifício será voltado para o norte, em direção a um campus católico planejado. Atrás dele haverá uma capela de adoração perpétua, que o bispo Michael Gielen disse que ficará aberta dia e noite, ao lado do centro comunitário Te Rangimarie.
A diocese apresentou o projeto em julho e apelou aos católicos para ajudar a financiá-lo. O custo estimado é de 80 milhões de dólares neozelandeses, dos quais 45 milhões já estão cobertos por recursos do seguro e pela venda de ativos. A construção poderá começar assim que o total arrecadado atingir 72 milhões de dólares neozelandeses.
Entre as medidas para economizar, a diocese instalará sinos eletrônicos nas duas torres em vez de sinos reais, o que deve poupar cerca de 7 milhões de dólares neozelandeses. As janelas laterais serão projetadas por estudantes de escolas católicas até que a diocese possa pagar por vitrais. Gielen descreveu a reconstrução como uma metáfora: "Não é apenas a catedral que estamos reconstruindo. Perdemos 30 ou 35 de nossas igrejas — danificadas ou demolidas — nos últimos 15 anos", afirmou. Hampton destacou que o templo é um lar para a comunidade católica, mas também parte de Christchurch.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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