Fruta amazônica camu-camu supera a laranja em vitamina C e ganha mercado
Nativo das margens de rios da Amazônia, o camu-camu é apontado como a maior fonte natural de vitamina C do mundo. Cada 100 gramas da fruta concentram 2.606 miligramas do nutriente — cerca de 20 vezes mais que a laranja, três vezes mais que a acerola e 30 vezes mais que o limão. A espécie é estudada há décadas por pesquisadores do Inpa, que buscam ampliar sua produção comercial.
Além da vitamina C, o camu-camu é rico em antioxidantes, que auxiliam no combate ao envelhecimento precoce e na prevenção de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e obesidade. A planta pertence à família das Myrtaceae e cresce naturalmente como arbusto ou pequena árvore em margens de rios e lagos amazônicos, preferencialmente em águas pretas.
Uma característica incomum da espécie é a capacidade de resistir submersa por quatro a cinco meses durante as cheias. A planta também se adaptou bem ao cultivo em terra firme: nesses locais de solo seco, a floração ocorre durante quase todo o ano, embora o pico da produção natural se concentre entre novembro e março.
No mercado, o camu-camu ainda não tem a escala de frutas populares como banana ou abacaxi, mas ocupa um nicho valioso. Em grandes centros de abastecimento, como a Ceagesp, em São Paulo, e a Ceasa, no Paraná, o quilo pode custar entre R$ 100 e R$ 130, muitas vezes comercializado sob o nome de caçari. Nas feiras de Manaus e de cidades do interior do Amazonas, onde a produção é nativa e abundante, o produto é encontrado por cerca de R$ 10 o quilo.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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