Última Hora
• Oposição ganha força nos Estados Unidos e pressiona política externa de Trump • Eduardo Bolsonaro diz não temer expulsão dos EUA após vitória de democratas • Rogério Marinho e Tereza Cristina articulam estratégia para derrotar Alcolumbre no Senado • TSE barra candidatos com base em diretriz feminista e gera debate jurídico • 'Não falei com Lula nem tenho nada marcado. Isso foi plantado para queimar alguém que defendeu a proposta', diz economista André Lara Resende • Flávio Bolsonaro diz ao NY Times que 'vai levar para o túmulo' como saiu do Brasil; jornal aponta ajuda dos EUA • Grandes empresas de IA deveriam ser fechadas, defende autor de livro sobre ameaça apocalíptica das máquinas • Por que Kim Kardashian voltou para o 'pior drama da história da TV' • Oposição ganha força nos Estados Unidos e pressiona política externa de Trump • Eduardo Bolsonaro diz não temer expulsão dos EUA após vitória de democratas • Rogério Marinho e Tereza Cristina articulam estratégia para derrotar Alcolumbre no Senado • TSE barra candidatos com base em diretriz feminista e gera debate jurídico • 'Não falei com Lula nem tenho nada marcado. Isso foi plantado para queimar alguém que defendeu a proposta', diz economista André Lara Resende • Flávio Bolsonaro diz ao NY Times que 'vai levar para o túmulo' como saiu do Brasil; jornal aponta ajuda dos EUA • Grandes empresas de IA deveriam ser fechadas, defende autor de livro sobre ameaça apocalíptica das máquinas • Por que Kim Kardashian voltou para o 'pior drama da história da TV'
Ver Todas
Voltar para Economia

'Não falei com Lula nem tenho nada marcado. Isso foi plantado para queimar alguém que defendeu a proposta', diz economista André Lara Resende

Por Ivan Marra
Atualizado em 06/11/2026 às 09:05 schedule 3 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O economista André Lara Resende negou ter mantido contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou ter qualquer encontro agendado para apresentar sua proposta de criação de um novo órgão de coordenação das políticas monetária e fiscal. Em entrevista à BBC News Brasil, ele afirmou que a informação foi divulgada para desgastar a ideia ou prejudicar alguém que a defendeu. "Eu não falei com o presidente Lula, não tenho nem tive contato com ele, assim como não tenho nada marcado. Essa notícia foi plantada obviamente para queimar a proposta ou alguém que não eu, porque todo mundo sabe que eu não quero ir para o governo", declarou.

Presidente do BNDES por oito meses em 1998 e diretor do Banco Central entre 1985 e 1986, Lara Resende publicou o artigo em sua newsletter na plataforma Substack em meados de setembro. O texto ganhou repercussão depois que a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) o compartilhou em suas redes sociais, classificando-o como fundamental para enfrentar a ofensiva sobre a política fiscal brasileira. A partir daí, parte do mercado financeiro passou a especular sobre uma possível reunião do economista com Lula, que analisa nomes para o Ministério da Fazenda, e sobre a adoção da proposta.

O núcleo do plano é a criação do Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), órgão que atuaria ao lado do Banco Central para formular metas de longo prazo para a política fiscal e para a taxa básica de juros, com o papel de coordenar as expectativas do mercado. Para avançar, a medida precisaria ser aprovada pelo Congresso Nacional, já que o BC não tem autonomia institucional para criar conselhos próprios. Segundo o economista, o objetivo é responder por que a Selic é extraordinariamente alta no Brasil e como escapar dessa armadilha. Ele sustenta que o déficit fiscal decorre sobretudo do serviço da dívida pública e classifica os juros elevados como um fator de concentração de renda e riqueza.

O artigo gerou críticas de segmentos do setor financeiro e da oposição ao governo, que viram na ideia uma tentativa de reduzir os juros à força e esvaziar a autonomia do Banco Central. O trecho mais contestado prevê que o BC anunciaria a redução gradual do juro básico ao longo de cerca de 12 meses até perto de 7,5% ao ano. Lara Resende rebateu: "Eu tenho uma longa tradição de ser contra tabelamentos de qualquer tipo. Esses números são meramente indicativos. A trajetória e o ritmo devem ser avaliados ao longo da implantação da proposta de acordo com a evolução das circunstâncias". Ele também criticou comparações com a queda de juros promovida na Turquia e disse que economistas à esquerda apontaram riscos de fuga de capitais e desvalorização do real.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Economia Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise de um dos maiores bancos do país, que congelou dinheiro de milhões; siga O político do Partido Colorado e aliado de Trump anunciou nesta quinta-feira (5/11) que deixará o cargo em… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra