Moraes barra visitas de Gayer, Van Hattem e Jordy a Filipe Martins
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou os pedidos de visita ao ex-assessor Filipe Martins feitos por três senadores eleitos: Gustavo Gayer (PL-GO), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ). A decisão é desta sexta-feira (6).
Jordy chegou a ser alvo de buscas na operação Lesa Pátria, por suposta participação em bloqueios de rodovias e acampamentos em frente a quartéis após as eleições de 2022. A Polícia Federal (PF) afirmou ter indícios de que o senador eleito mantinha contato com um dos organizadores das manifestações em Campos dos Goytacazes (RJ).
Gayer passou a ser investigado após a PF identificar indícios de desvio de recursos públicos para financiar atos no celular de um assessor envolvido nas apurações do 8 de janeiro. Posteriormente, o parlamentar foi indiciado por suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar, associação criminosa e falsidades documentais. Gayer nega as irregularidades.
Van Hattem enfrenta apurações em duas frentes. Uma delas já rendeu uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e está relacionada a declarações feitas na tribuna da Câmara contra o delegado da PF Fábio Schor, a quem classificou como "abusador de autoridade" e acusou de criar relatórios fraudulentos para manter Filipe Martins preso. A outra frente diz respeito a manifestações do parlamentar gaúcho sobre a integridade das eleições de 2022; o caso já tem relatório final da investigação e aguarda manifestação da PGR.
Na mesma decisão, Moraes autorizou visitas de outras sete pessoas a Filipe Martins, entre elas a do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), neste domingo (8), e a do senador Magno Malta (PL-ES), no dia 22 de novembro.
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