Marco Rubio fecha acordos de segurança em viagem estratégica pela América do Sul
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, encerrou nesta quinta-feira (10) uma viagem por Colômbia, Equador e Peru. A visita teve como foco a ampliação da ofensiva contra o narcotráfico e a assinatura de acordos estratégicos nas áreas de minerais e energia nuclear. O roteiro não incluiu o Brasil.
No Peru, última escala da viagem, Rubio selou a entrada do país no Escudo das Américas, coalizão liderada pelos Estados Unidos voltada ao compartilhamento de inteligência no combate ao crime organizado transnacional. O secretário afirmou que a presença americana na região é vital para a própria segurança dos EUA. As conversas também trataram de migração e comércio, reforçando laços com o governo de Keiko Fujimori, que já conta com investimentos americanos bilionários na base naval de Callao e o status de aliado extra-Otan.
Em Quito, Rubio anunciou que o governo de Donald Trump solicitará ao Congresso americano 45 milhões de dólares adicionais para a segurança equatoriana, além de 10 milhões para combater a mineração ilegal e o financiamento ilícito. Washington prometeu ainda entregar embarcações para a Marinha local vigiar o mar. Outro ponto da passagem pelo Equador foi a classificação da facção Los Tiguerones como organização terrorista estrangeira pelo Departamento de Estado, o que permite medidas mais rigorosas contra o grupo.
Na Colômbia, a visita marcou uma reaproximação diplomática sob o comando do presidente Abelardo de la Espriella. Foram assinados dois memorandos de entendimento: o primeiro foca em minerais críticos e terras raras, essenciais para tecnologias modernas e baterias, com o objetivo de diminuir a dependência do mercado chinês; o segundo estabelece parcerias em energia nuclear para fins civis e pesquisa científica. Na área de segurança, Rubio garantiu apoio para modernizar as forças colombianas com tecnologias como drones e radares no combate às redes de tráfico.
Apesar de o combate às drogas ter sido o tema central, a viagem integra um plano mais amplo do governo Trump para reconquistar influência econômica e política na América do Sul e frear o avanço da China, hoje maior parceira comercial de países como o Peru e com grandes investimentos em infraestrutura na região. Ao aproximar governos aliados, Washington busca formar uma frente que combine cooperação militar, segurança energética e controle de recursos estratégicos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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