Maior torre comercial do Brasil ultrapassa 200 metros e tem mirante em caixa de vidro
A Torre Alto das Nações, na zona sul de São Paulo, às margens do rio Pinheiros, é o primeiro edifício comercial da capital paulista a ultrapassar os 200 metros de altura. Com 219 metros, a torre da WTorre tem 39 andares e 98,9 mil metros quadrados de escritórios classificados como AA, a categoria mais alta na classificação da consultoria JLL. A expectativa é receber cerca de 10 mil pessoas por dia.
O prédio tem lajes de 2,3 mil metros quadrados, vidro do piso ao teto, heliponto e mais de 30 elevadores. Para os visitantes, a principal atração será um mirante com visão completa da cidade instalado em um cubo de vidro que avança para fora do prédio, em referência ao Skydeck de Chicago. A data de abertura ainda não foi anunciada, mas a previsão é até o fim deste ano, com funcionamento também à noite e nos fins de semana.
Com a nova torre, o Órion Complex, em Goiânia, de 191 metros, perde o posto de edifício comercial mais alto do país. Em São Paulo, o recorde pertencia desde 2022 ao Platina 220, no Tatuapé, de 171,7 metros. A torre paulistana, porém, não lidera a lista nacional: segundo o Council on Tall Buildings and Urban Habitat, fica na sexta colocação entre os prédios concluídos no Brasil, atrás de cinco residenciais de Balneário Camboriú (SC). O campeão é a Torre 2 do Yachthouse by Pininfarina, de 294,1 metros.
O projeto é do arquiteto Jonas Birger, que buscou referência no The Shard, torre de vidro de Renzo Piano em Londres. Os vidros da fachada foram instalados com leves desníveis entre os painéis, o que faz o prédio mudar de tom conforme a hora e o clima. Um estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) avaliou o efeito do vento, e a estrutura foi pensada para oscilar levemente.
O arranha-céu é a peça principal do Paseo Alto das Nações, complexo que a WTorre ergue com a Carrefour Property onde ficava a primeira loja da rede francesa no país, aberta em 1975. A próxima fase prevê um prédio residencial e um teatro, ao redor de uma praça fechada para carros, dentro do conceito de "cidade de 15 minutos". A estação Granja Julieta, da linha 9-esmeralda da CPTM, fica ao lado do terreno. Para construir acima do limite básico, o empreendimento usou 61,3 mil Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), o equivalente a cerca de R$ 197 milhões em outorga onerosa.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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