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Lula na Globo: o que disse o candidato na 2ª entrevista à emissora

Por Celso Rafael
Atualizado em 16/10/2026 às 07:50 schedule 3 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou nesta quinta-feira (15/10) da segunda entrevista concedida por um presidenciável à TV Globo neste segundo turno. A sabatina foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, e Lula foi o primeiro a ser entrevistado, conforme sorteio da emissora. Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa, será sabatinado nesta sexta-feira (16/10).

Durante a entrevista, Lula declarou ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos — a primeira manifestação do petista na campanha apoiando a medida. "Enquanto cidadão brasileiro, todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a penalidade", afirmou, confirmando em seguida que se referia à maioridade penal. O tema ganhou destaque após a retirada da pauta do Senado, na mesma quinta-feira, de uma proposta de emenda à Constituição sobre segurança pública de autoria da Presidência. Na tramitação, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, apresentou emenda que reduzia a maioridade como regra geral para 16 anos e para 14 anos em crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas. Já o senador Camilo Santana (PT-CE) propôs emenda mantendo os 18 anos como regra geral, mas baixando para 16 anos em crimes hediondos, o que gerou oposição entre aliados do governo.

Sobre a relação com os Estados Unidos, Lula disse manter boa relação com o presidente Donald Trump. "Eu acho que minha relação com Trump foi a relação mais civilizada que ele teve com outro presidente da República. Ela começou muito tensa. Eu disse ao Trump que era importante que dois homens de 80 tivessem juízo e se entendessem", declarou. O presidente afirmou que o governo segue negociando com os americanos e demonstrou confiança em um acordo. Segundo ele, embora o Brasil tenha perdido 9% nas relações comerciais com os EUA, ampliou o comércio com países como China, Indonésia, Alemanha e Vietnã, além de outros 50 países. "Não fiz a lei da reciprocidade, não quero fazer e vamos continuar negociando, mas, se for necessário fazer, vamos fazer porque temos coisas que eles precisam mais do que preciso deles", disse.

Outro tema abordado foi a crise no Supremo Tribunal Federal, que se intensificou após a divulgação de informações sobre relações entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. As investigações sobre suspeitas de fraudes financeiras trouxeram à tona mensagens, documentos e vínculos pessoais e profissionais envolvendo o ministro e pessoas próximas a ele. O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito sobre o Banco Master em fevereiro, após a PF enviar relatório ao presidente da Corte, Edson Fachin, com menções ao seu nome.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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