Lula acusa empresários do transporte coletivo de São Paulo de banditismo
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste domingo (25) que não vai aceitar “roubalheira” e “banditismo” por parte de empresários do setor de transporte coletivo e de prefeitos, secretários e governadores. A declaração foi dada durante pronunciamento no segundo turno das eleições presidenciais.
Lula classificou como “inexplicável” a restrição de mobilidade enfrentada por eleitores de São Paulo e Salvador e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do horário de votação nas duas capitais até as 19h. O pedido foi dirigido ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e ao vice-presidente da corte, ministro André Mendonça.
“Eles têm que prorrogar esse horário eleitoral para não permitir que as pessoas que foram prejudicadas de manhã pelo banditismo de alguns empresários ou de alguns prefeitos tenham seus votos prejudicados”, declarou. O petista também criticou os responsáveis pelos bloqueios de ônibus do transporte coletivo e defendeu que a eleição seja “honesta, com todo mundo tendo direito, todo mundo acatando o resultado”.
Sobre a situação em Salvador, Lula comentou o pedido do TRE da Bahia para prender o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. Segundo o presidente, a determinação não deve ser cumprida neste domingo. “A Justiça mandou prender, mas parece que ele está em Paris. Ele não vai ser preso porque está em Paris. Nós vamos ter que prendê-lo quando ele voltar”, afirmou.
O petista ainda pediu que os eleitores não desistam de votar, porque “a democracia tem que sair vencedora nesse processo eleitoral”. Para ele, os episódios em São Paulo e Salvador são semelhantes aos ocorridos em 2022, quando, segundo o presidente, “a Polícia Rodoviária Federal não permitiu que as pessoas fossem votar”.
A campanha petista denunciou a prefeitura de São Paulo à Justiça Eleitoral por descumprir determinação judicial e manter apenas 60% da frota de ônibus em circulação durante o segundo turno. A representação, apresentada por Monica Cristina Bonfim (PSOL), pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e por Luana dos Santos Alves da Silva, aponta que a redução de 40% dos veículos prejudica o deslocamento de eleitores até os locais de votação, sobretudo nas regiões mais pobres da capital.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar