Líderes do Brics aprovam documento com críticas ao bloqueio econômico de Cuba
A cúpula do Brics aprovou neste sábado (12), em Nova Délhi, na Índia, um comunicado oficial que condena sanções unilaterais e manifesta preocupação com conflitos no Oriente Médio. O documento foi fechado durante a 18ª Cúpula de Líderes do bloco e reflete um consenso entre os 11 países membros, entre eles Brasil, China e Rússia.
O texto expressa preocupação profunda com o endurecimento do bloqueio econômico contra Cuba. Na avaliação dos países membros, as medidas coercitivas unilaterais — em especial as que restringem a venda de petróleo — provocam efeitos negativos severos na economia da ilha e no abastecimento de energia. Segundo o comunicado, o Brasil teve participação ativa na negociação para garantir a inclusão do tema, sustentando que a situação cubana se torna um grave problema humanitário e afeta a população local de forma desproporcional.
Sobre o Oriente Médio, os líderes pediram que todas as partes envolvidas exerçam o máximo de contenção para evitar o agravamento da guerra. Embora o texto não cite nomes diretamente, as críticas foram interpretadas como um recado à atuação militar dos Estados Unidos e de Israel, especialmente no Irã. O comunicado defende o respeito à integridade territorial e afirma que ataques deliberados contra infraestrutura civil e instalações nucleares pacíficas, protegidas por agências internacionais, são inaceitáveis em embates armados.
A reforma do Conselho de Segurança da ONU foi um dos temas centrais defendidos por potências como Índia e Rússia. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou que países em desenvolvimento precisam ter voz mais ativa nas decisões globais, por responderem por grande parte do crescimento econômico do planeta. O presidente russo, Vladimir Putin, apoiou a ampliação do conselho para incluir mais representantes da Ásia, África e América Latina, com o objetivo de tornar o órgão mais eficaz.
O comunicado final também reforçou a defesa do fluxo livre do comércio global e da segurança das cadeias de suprimentos. A estratégia, liderada especialmente por China e Rússia, busca consolidar um mundo multipolar e reduzir a predominância das nações ocidentais nas decisões internacionais.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar