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Indiciamentos do Master não envolvem políticos e novos pedidos vão poupar ministros do STF

Por Celso Rafael
Atualizado em 31/10/2026 às 15:50 schedule 3 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O primeiro pedido de indiciamento apresentado pela Polícia Federal no caso que envolve o Banco Master não inclui políticos nem autoridades dos três Poderes. O relatório foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (28) e está concentrado nas vendas de carteiras de crédito do Master ao BRB, ponto de partida da investigação.

Nesse documento, a PF pediu o indiciamento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master, do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, do ex-sócio do banco Augusto Lima e de outras 12 pessoas. Vorcaro é descrito como líder da organização criminosa, com atribuição dos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento a erro, fraude em fiscalização e lavagem de dinheiro. Costa é apontado como principal agente de articulação institucional no BRB. As defesas de ambos negam as acusações.

No documento de quase 700 páginas, os investigadores pedem ao ministro André Mendonça, relator do caso, mais 60 dias para concluir diligências, finalizar perícias e aprofundar a análise de documentos, registros bancários, dados fiscais e comunicações eletrônicas. A investigação ainda tem outras frentes, e um segundo relatório é previsto para o início de novembro, com desdobramentos que devem se estender por 2027.

Segundo a apuração, os próximos pedidos também devem poupar ministros do STF que tiveram seus nomes associados, direta ou indiretamente, a Vorcaro. Magistrados não podem ser indiciados pela PF em razão das prerrogativas do cargo, e as atuações dos ministros nem sequer foram investigadas. Eventuais apurações sobre integrantes da Corte precisariam do aval do próprio STF para ter andamento.

O caso envolveu questionamentos sobre relações pessoais, profissionais e financeiras entre Vorcaro e seis ministros: Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli. Nenhum deles é alvo de investigação. Toffoli foi o primeiro relator do caso e deixou a função em fevereiro de 2026; ele negou irregularidades e declarou suspeição para julgamentos relacionados ao caso. Mendonça confirmou encontro com o ex-banqueiro para discutir precatórios, mas negou proximidade ou benefícios. Os demais ministros também negaram vínculos ou irregularidades.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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