Última Hora
• Origem das bets passa por lobby estrangeiro e “jabutis” no Congresso • Agência espacial institui política de inovação para fortalecer setor • Anvisa proíbe venda de cosméticos e manda recolher gel falsificado • Colômbia, a Igreja e os desafios pós-terremoto • Cardeal De Mendonça abre Simpósio sobre Educação e avanços da IA em Portugal • Christa Pike, bispos do Tennessee: comutar a pena de morte • Nilópolis: 60 anos de história se unem ao Ano Jubilar Franciscano • EUA se preparam para novos ataques no Irã. Trump envia navios e soldados para região • Origem das bets passa por lobby estrangeiro e “jabutis” no Congresso • Agência espacial institui política de inovação para fortalecer setor • Anvisa proíbe venda de cosméticos e manda recolher gel falsificado • Colômbia, a Igreja e os desafios pós-terremoto • Cardeal De Mendonça abre Simpósio sobre Educação e avanços da IA em Portugal • Christa Pike, bispos do Tennessee: comutar a pena de morte • Nilópolis: 60 anos de história se unem ao Ano Jubilar Franciscano • EUA se preparam para novos ataques no Irã. Trump envia navios e soldados para região
Ver Todas

Gilmar atropela Nunes e Cármen, alfineta TSE e acirra tensão entre ministros

Por Celso Rafael
Atualizado em 02/10/2026 às 11:05 schedule 3 min de leitura visibility 7 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu incluir o candidato Renan Santos (Missão) no debate presidencial da TV Globo, contrariando decisões da ministra Cármen Lúcia e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que haviam vetado a participação. A decisão ocorreu a poucas horas do último debate antes do primeiro turno das eleições de 2026, mas a transmissão acabou cancelada pela emissora.

Gilmar rebateu a tese de que caberia exclusivamente ao TSE deliberar sobre todos os aspectos do processo eleitoral, classificando-a como "evidentemente equivocada". Segundo o ministro, a Constituição atribui ao STF o papel de guardião da Constituição, inclusive em matérias que afetem a integridade das eleições. A disputa começou quando o Missão acionou a Justiça Eleitoral para ocupar a vaga aberta pela desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ata do evento previa que, em caso de desistência, a emissora poderia convocar o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest de 28 de setembro — no caso, Renan.

Publicidade

Deviem

Nunes Marques havia rejeitado o pedido, sustentando que o preenchimento do requisito objetivo não equivalia a convite automático, pois a ata resguardava à emissora a faculdade de convidar "a seu exclusivo critério". O partido então acionou o STF por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 1358), mas Cármen Lúcia, relatora do caso, negou seguimento, argumentando que a ADPF não pode tutelar interesses individuais de candidatos e que a controvérsia já tramitava no TSE.

O cenário mudou quando o Partido Solidariedade, presidido pelo deputado federal Paulinho da Força (SP), acionou Gilmar em uma reclamação sobre a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O ministro considerou o pedido de extensão incabível, mas, diante da iminência do debate, apontou risco de perecimento do direito. No mérito, desconstruiu o argumento do "exclusivo critério" da emissora, invocando precedentes do STF e o princípio da boa-fé objetiva, já que Renan havia sido convidado para sabatinas no g1, GloboNews e Jornal Nacional. Ele citou ainda que o TSE havia assegurado a presença de Romeu Zema (Novo), que marcava 1% na pesquisa Quaest, tornando ilegítimo barrar Renan, que figurava com 3%.

A decisão, porém, foi em vão. Antes dela, a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a TV Globo de exibir púlpito vazio com identificação nominal de Lula e de formular perguntas direcionadas ao mandatário. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) desistiu do debate, atribuindo a decisão à "censura imposta ao evento" pelo TSE. Diante do impasse, a Globo cancelou a transmissão e criticou a interferência do Judiciário, afirmando que as sucessivas decisões tomadas momentos antes do debate causam insegurança jurídica e representam interferência indevida na liberdade dos veículos de imprensa de organizar os debates eleitorais.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica EUA se preparam para novos ataques no Irã. Trump envia navios e soldados para região O presidente dos EUA volta a ameaçar com uma ofensiva, anunciando o envio de mais navios de guerra e um novo… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Celso Rafael

Quem sou eu

Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

Mais de Celso Rafael