Flávio Bolsonaro e Lula: as propostas dos candidatos à Presidência que disputam o 2º turno
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputam o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre os dois foi de cerca de 2,2 milhões de votos.
A BBC News Brasil reuniu as propostas e os posicionamentos dos dois candidatos em oito áreas, a partir dos programas divulgados pelas campanhas e de declarações públicas feitas em eventos, entrevistas, transmissões ao vivo, postagens em redes sociais e outros materiais. O especial interativo abrange economia e emprego, saúde, educação, política e corrupção, meio ambiente, programas sociais e direitos humanos, além de política externa.
Economia e emprego
Entre as propostas apresentadas, estão o uso de inteligência artificial para controlar os gastos públicos, a flexibilização da CLT para permitir o pagamento por hora, a suspensão por um ano da entrada em vigor da reforma tributária, a preservação do Pix sem integração a redes internacionais de pagamentos e a retomada do Programa Nacional de Desestatização. Também constam a criação de corredores logísticos inteligentes, a redução gradual do custo do trabalho sem retirada de direitos, contratos específicos para jovens de 18 a 24 anos em busca do primeiro emprego e para pessoas com 50 anos ou mais desempregadas há pelo menos 12 meses, além de um banco nacional de vagas conectado ao setor de recursos humanos das empresas.
Na área da saúde, as propostas incluem a reformulação do SUS com mudança no financiamento, a contratação de serviços e exames na rede privada em horários ociosos, o prontuário eletrônico único, consultas por teleatendimento e entrega de remédios em domicílio para idosos, pessoas com deficiência e doentes crônicos. Há ainda medidas voltadas à ampliação da Estratégia Saúde da Família, à correção da tabela SUS, à digitalização do sistema e ao cuidado preventivo da saúde da mulher, da saúde mental e de pessoas com transtorno do espectro autista.
Na educação, aparecem a ampliação de creches em período integral, a alfabetização por método fônico, a expansão de escolas cívico-militares, o uso de robótica e internet nas escolas e a criação de voucher para escolas particulares onde faltam vagas na rede pública. Em política e corrupção, as propostas vão da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 ao fim da reeleição, redução de ministérios, limites a decisões monocráticas do STF e regras de quarentena para indicação de ministros de Estado ao tribunal.
No meio ambiente, estão previstas a simplificação de outorgas de irrigação, a aceleração da regularização fundiária, a rastreabilidade de cadeias produtivas, a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2029 e a eliminação de superposições entre Ibama, Funai e ICMBio. Em programas sociais e direitos humanos, as propostas incluem a manutenção de programas assistenciais, a correção de pisos do BPC e da Previdência apenas pela inflação, a integração de canais de denúncia para mulheres, um programa de cashback vinculado a contrapartidas sociais e medidas de apoio a idosos, povos indígenas e quilombolas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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