Fiquei sabendo da morte do amigo pela televisão
Há exatos dez anos, numa segunda-feira, o jornalista Paulo Polzonoff Jr. soube pela televisão da morte do amigo Geneton Moraes Neto. A notícia foi anunciada no jornal das 18h da GloboNews, pela apresentadora Leilane Neubarth. Polzonoff, que na época trabalhava como tradutor, conta que chorou ao ver o obituário, que seguiu no Jornal Nacional, do qual Geneton foi editor-executivo — cargo que ele, repórter por excelência, odiava.
Na última conversa por telefone, Geneton, com seu indisfarçável sotaque, contou que chegou consciente ao hospital e que "apagou" em seguida, tendo sobrevivido. Ao final da ligação, Polzonoff fez algo que não lhe era característico: disse que amava o amigo. Nas reações à morte, em 2016, houve quem chamasse Geneton de comunista ou "agente da Globo golpista", comentários que levaram o colunista a imaginar a família lendo aquilo e a querer pedir desculpas. Para ele, o mundo perdeu uma risada, um olhar curioso e um jeito desengonçado de se expressar com as mãos.
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