Falta de alíquota da CBS prejudica planejamento das empresas para 2027
O governo federal ainda não definiu a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que entra em vigor em 1º de janeiro de 2027. Sem o percentual, as empresas não conseguem fechar orçamentos nem negociar contratos com previsibilidade. A CBS substituirá de uma só vez o PIS e a Cofins, o que exige adaptação acelerada do setor produtivo.
A CBS é um dos pilares da reforma tributária e funciona como imposto federal sobre o consumo, dentro do modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), dividido entre a CBS (federal) e o IBS (estados e municípios). Diferentemente da transição dos tributos estaduais e municipais, que ocorre de forma gradual até 2032, a troca do PIS e da Cofins pela CBS será integral já no primeiro dia de 2027.
O cronograma é apontado como apertado: o Tribunal de Contas da União tem até o fim de outubro para enviar os cálculos ao Senado, que poderá fixar o percentual apenas em meados de dezembro. Na prática, o setor produtivo pode ter cerca de duas semanas para ajustar operações antes do início da cobrança. O mercado trabalha com projeções de alíquota combinada de 27,91%, sendo 9,21% referentes à CBS, mas o impacto real depende dos créditos tributários que cada empresa conseguirá recuperar.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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