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Escolas da Bahia e do Pará vencem prêmio nacional de sustentabilidade

Por Ivan Marra
Atualizado em 18/09/2026 às 10:05 schedule 3 min de leitura visibility 26 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Projetos desenvolvidos por professores e estudantes de escolas brasileiras que transformam materiais descartados em novos produtos e soluções para problemas locais foram reconhecidos na 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis. Os vencedores foram anunciados nesta quinta-feira (17), em cerimônia realizada em Salvador (BA).

Na categoria que reúne projetos da educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, venceu a Casa da Infância, escola privada de Salvador (BA). O projeto Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras promove um intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia, com ações como coleta de resíduos nos bairros próximos, compostagem, hortas escolares, reaproveitamento de materiais e mapeamento da biodiversidade. As escolas participantes estão em áreas urbanas e rurais, e as atividades incluem encontros presenciais e virtuais, além de troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês.

“Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta”, disse Marília Dourado, gestora da Casa da Infância. Segundo a instituição, cerca de 2 mil pessoas foram impactadas pelo projeto, que já promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais.

Na categoria que avalia experiências dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia, desenvolvido por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Marabá Industrial, em Marabá (PA). O protótipo é uma armadilha luminosa de baixo custo que reduz a presença de mosquitos vetores de doenças sem uso de inseticidas, utilizando materiais reaproveitados como latas, fios e componentes eletrônicos.

O professor Ríguel Contente, que conduziu o projeto, contou que a iniciativa partiu de uma conversa em sala de aula sobre o incômodo causado pelos mosquitos nas casas dos alunos. A partir do diagnóstico, os estudantes construíram protótipos, testaram diferentes cores de LED e identificaram os insetos capturados. Segundo a instituição, a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas.

Ao todo, dez projetos foram finalistas desta edição, aberta a escolas públicas e privadas. Além do prêmio em dinheiro, as escolas campeãs seguem para a etapa internacional da competição, que ocorrerá na Cidade do México, em 2 de dezembro. O prêmio é uma iniciativa da Fundação Santillana, da Santillana e da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE).

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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