Durigan discutirá medidas fiscais com Lula após viagem à COP31
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que vai discutir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva medidas para a agenda fiscal do governo depois que o chefe do Executivo retornar de viagem internacional, prevista para terminar em 15 de novembro. Lula participará da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), na Turquia, e de compromissos nas Filipinas.
A declaração foi dada após reunião com ministros, ex-ministros e economistas no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro, convocado por Lula, teve como objetivo avaliar o cenário econômico brasileiro e identificar os principais desafios para os próximos anos. Apesar das discussões sobre a situação das contas públicas, não houve definição de medidas específicas de ajuste fiscal.
Segundo Durigan, a reunião foi marcada pela convergência de opiniões sobre o diagnóstico da economia. Entre os desafios mencionados estão a taxa de juros e o cenário internacional. “Foi uma reunião boa, convergente em termos de diagnóstico”, declarou o ministro, ressaltando que o encontro não avançou na definição de medidas concretas. Ele afirmou que ele e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, vão trabalhar na elaboração de propostas para serem submetidas à avaliação de Lula após a viagem presidencial.
Durigan também informou que o governo pretende definir uma agenda de desenvolvimento, com prioridades para diferentes setores da economia, sempre com compromisso fiscal e de garantir superávits nos próximos anos. “Vou seguir na escuta enquanto o presidente estiver viajando”, disse. As medidas em estudo deverão preservar os compromissos sociais do governo e contribuir para a melhora do resultado fiscal.
Participaram do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin; os ministros Miriam Belchior (Casa Civil), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) e Esther Dweck (Gestão e da Inovação em Serviços Públicos); Aloizio Mercadante, presidente do BNDES; os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad e Guido Mantega; Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES; o empresário e economista Eduardo Moreira; e a economista Laura Carvalho. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi convidado, mas não participou por estar no período de silêncio do Comitê de Política Monetária (Copom).
As discussões sobre o ajuste fiscal ocorrem em meio ao avanço da dívida pública. Dados do Banco Central apontam que a dívida bruta do governo geral alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, equivalente a R$ 11,1 trilhões, acima dos 71,7% do PIB registrados em dezembro de 2022. A expectativa é que Lula faça um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão no domingo (8), reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e a continuidade dos programas sociais, sem apresentar medidas específicas de ajuste.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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