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Dos EUA, Flávio prevê crise econômica de Lula e fala em possível eleição antes de 2030

Por Celso Rafael
Atualizado em 31/10/2026 às 08:35 schedule 4 min de leitura visibility 9 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (30), durante transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos, que a situação econômica do governo Lula pode desencadear uma crise política e antecipar uma nova eleição presidencial. Na avaliação do parlamentar, o agravamento do cenário econômico poderia levar à saída antecipada do presidente do poder, em um cenário que poderia envolver um processo de impeachment.

“Eu acho que a minha expectativa é que a economia vai ser o principal fator de desgaste do atual governo. O cenário é muito pior do que o da Dilma lá em 2014, 2015”, declarou. Segundo o senador, Lula enfrentará dificuldades para conciliar suas promessas com a situação das contas públicas. “Se ele cumprir o que prometeu, vai ter que tomar medidas muito radicais na economia, mas não vai fazer isso porque simplesmente não acredita que elas sejam um caminho para resolver os problemas econômicos”, disse. Flávio acrescentou que, mesmo que o presidente adote as medidas anunciadas, o resultado poderá agravar a situação do país: “Se ele fizer aquilo que prometeu, o Brasil vai quebrar ainda mais rápido”.

O parlamentar disse acreditar que a deterioração econômica poderá abreviar a permanência de Lula no poder. “Eu acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente da República, muito antes do que muita gente imagina”, afirmou. Ao falar sobre uma eventual nova candidatura, Flávio mencionou os quase 60 milhões de votos que recebeu no segundo turno da eleição presidencial. “Inclusive, se for preciso para disputar a Presidência da República de novo, esses quase 60 milhões de votos que vocês me deram, para mim significa demais”, declarou. Em seguida, deixou claro que não pretende necessariamente esperar o próximo calendário eleitoral regular: “Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”.

Durante a transmissão, Flávio explicou os motivos que o levaram a deixar o Brasil com a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas. Segundo ele, a decisão ocorreu depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na segunda-feira (26), quando recebeu uma intimação da Polícia Federal para entregar os passaportes. O senador contou que tinha autorização para visitar o pai por 30 minutos, na condição de advogado, e que, ao término do encontro, foi informado de que agentes da PF estavam na entrada da residência. Os policiais entregaram uma intimação referente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a entrega de seus passaportes e proibiu sua saída do país.

Flávio afirmou que pretende continuar exercendo influência sobre a oposição ao governo Lula mesmo fora do país e disse que a distância permitirá manifestar opiniões que, em sua avaliação, poderiam provocar represálias caso permanecesse no Brasil. Ele também apontou o Congresso Nacional, especialmente o Senado Federal, como principal frente de atuação da oposição, e anunciou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa. “A nossa trincheira neste momento será o Congresso Nacional, em especial o Senado Federal. E a pessoa que eu vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal”, declarou. O senador voltou a criticar Alexandre de Moraes e classificou o cenário institucional brasileiro como um “regime de exceção”.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

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