Dólar cai para R$ 5,17 e acumula recuo de 0,15% em setembro
O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174. Durante a sessão, a moeda chegou à mínima de R$ 5,164, recuo de 0,95%, por volta das 9h50. No acumulado de setembro, o dólar registrou baixa de 0,15%. No terceiro trimestre, porém, avançou 0,23%, e, em 2026, acumula queda de 5,75%.
O principal fator externo para o comportamento do câmbio foi a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto, ante expectativa de alta de 0,3%. O PCE cheio avançou 0,3% no mês, abaixo da projeção de 0,4%. Os números reduziram as apostas em uma nova elevação dos juros estadunidenses em outubro e pressionaram os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
No mercado brasileiro, o real teve desempenho positivo entre as principais moedas latino-americanas, em um ambiente de maior procura por ativos locais. O cenário eleitoral também permaneceu no radar dos investidores, sem que os dados de pesquisas fossem determinantes para a análise do pregão.
A bolsa brasileira acompanhou o alívio global. O Ibovespa subiu 1,37%, aos 186.340,46 pontos, após atingir 187.834,97 pontos na máxima e 183.879,71 pontos na mínima. Com o resultado, o índice acumulou alta de 5,03% em setembro, avanço de 8,32% no terceiro trimestre e valorização de 15,65% em 2026. O movimento foi impulsionado principalmente pelas ações de bancos e por setores ligados à atividade doméstica, com apoio do fluxo de capital estrangeiro. Segundo dados da B3, até 28 de setembro houve entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores estrangeiros no mercado acionário brasileiro, com saldo acumulado positivo de quase R$ 29 bilhões no ano.
No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em alta, com as tensões no Oriente Médio mantendo-se elevadas e o mercado acompanhando a situação no Estreito de Ormuz. O Brent para dezembro subiu 1,94%, ou US$ 1,87, para US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 1,16%, ou US$ 1,04, para US$ 90,42 por barril. Em setembro, o WTI acumulou alta próxima de 6% e o Brent avançou cerca de 7%.
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