Diagnóstico tardio dá poucas chances de cura para o câncer de pulmão
O câncer de pulmão é uma doença silenciosa que, na maioria dos casos, só apresenta sintomas quando já está em estágio avançado. Segundo o oncologista Igor Morbeck, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, entre 70% e 80% dos cânceres de pulmão no mundo são diagnosticados tardiamente, o que reduz drasticamente as chances de cura. O alerta foi feito durante o Agosto Branco, mês dedicado à conscientização sobre a doença.
O diagnóstico precoce é o principal fator para aumentar as possibilidades de tratamento eficaz. Quando identificado no início, o tumor pode ser removido cirurgicamente ou tratado com radioterapia e quimioterapia, elevando as taxas de sobrevida. No entanto, a ausência de sintomas claros nas fases iniciais faz com que muitos pacientes descubram a doença apenas quando as metástases já se espalharam para outros órgãos.
Morbeck destaca que o tabagismo segue como o principal fator de risco, responsável por cerca de 90% dos casos. A exposição à fumaça do cigarro, inclusive a passiva, e a fatores ambientais como poluição e substâncias químicas também contribuem para o desenvolvimento da doença. A orientação médica é que pessoas com histórico familiar ou tabagistas de longa data realizem exames periódicos de rastreamento, como a tomografia de baixa dosagem.
Os sintomas mais comuns, quando aparecem, incluem tosse persistente, dor no peito, falta de ar e perda de peso sem causa aparente. O oncologista ressalta que qualquer sinal persistente deve ser investigado, mas reforça que a prevenção ainda é a melhor arma. Parar de fumar, adotar uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente são medidas que reduzem o risco de desenvolver a doença.
O Instituto Lado a Lado pela Vida aproveita a campanha para reforçar a importância do acesso a exames e do acompanhamento médico contínuo. A entidade não detalhou novos programas de rastreamento em âmbito nacional, mas reafirma que a informação e o diagnóstico precoce são as ferramentas mais eficazes para mudar o cenário atual da doença no país.
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