Última Hora
• Maria Clara Pacheco mantém hegemonia no ciclo olímpico do taekwondo • R$ 170 milhões em ano eleitoral: em que os deputados federais gastaram suas cotas • 7 de setembro: entenda a história por trás da Independência do Brasil • Santa Catarina amplia número de vinícolas mas enfrenta desafios no enoturismo • Defesa de Tagliaferro pede desagravo à OAB e acusa Moraes de violar prerrogativas • Janones publica falso direito de resposta sobre Nikolas e engana parlamentares • AO VIVO: Acompanhe a manifestação na Av. Paulista contra o ministro Alexandre de Moraes • Ucrânia avalia legalizar indústria pornográfica para reforçar caixa de guerra • Maria Clara Pacheco mantém hegemonia no ciclo olímpico do taekwondo • R$ 170 milhões em ano eleitoral: em que os deputados federais gastaram suas cotas • 7 de setembro: entenda a história por trás da Independência do Brasil • Santa Catarina amplia número de vinícolas mas enfrenta desafios no enoturismo • Defesa de Tagliaferro pede desagravo à OAB e acusa Moraes de violar prerrogativas • Janones publica falso direito de resposta sobre Nikolas e engana parlamentares • AO VIVO: Acompanhe a manifestação na Av. Paulista contra o ministro Alexandre de Moraes • Ucrânia avalia legalizar indústria pornográfica para reforçar caixa de guerra
Ver Todas

Defesa de Tagliaferro pede desagravo à OAB e acusa Moraes de violar prerrogativas

Atualizado em 06/09/2026 às 20:20 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)

A defesa de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), protocolou neste sábado (5) uma representação no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados Paulo César Rodrigues de Faria e Filipe Rocha de Oliveira apontam suposta violação de prerrogativas profissionais e possível abuso de autoridade, além de pedirem um Desagravo Público Nacional em razão da atuação da defesa no caso.

Segundo a representação, a defesa identificou divergências entre os documentos usados pelo Estado brasileiro no pedido de extradição de Tagliaferro em tramitação na Itália e o conteúdo disponibilizado no processo que corre no STF. Entre os documentos apresentados às autoridades italianas estariam uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), de 30 de julho de 2025, na qual teria sido solicitada a prisão preventiva; uma decisão de Moraes, de 31 de julho de 2025, decretando a prisão; o mandado de prisão; e um ofício do gabinete do ministro encaminhado ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal para viabilizar a difusão internacional e o pedido de extradição.

Publicidade

DEVIEM

Os advogados afirmam que esses atos não constavam no acervo processual acessível no Brasil. Eles dizem ter confrontado os documentos com uma Certidão de Objeto e Pé expedida pela Secretaria Judiciária do STF em 22 de agosto de 2026, que não registraria manifestações da PGR, decisão de prisão preventiva ou expedição de mandado entre 21 de maio e 1º de agosto de 2025. A defesa também relata consultas ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e ao sistema de validação de documentos do STF, que não teriam localizado mandado de prisão pendente contra Tagliaferro nem documento com as identificações apresentadas.

Para a defesa, as inconsistências indicariam que os documentos foram usados no exterior sem terem sido disponibilizados aos advogados no processo brasileiro, o que teria impedido a adoção de medidas como pedidos de reconsideração, embargos de declaração, habeas corpus e recursos. A representação cita o Estatuto da Advocacia, a Súmula Vinculante 14 do STF e a Lei de Abuso de Autoridade, além de mencionar uma decisão anterior de Moraes, na Reclamação 46.545, que reconheceu o direito do defensor de ter acesso amplo a elementos de prova já documentados.

Os advogados pedem que a OAB apure os fatos e conceda, em caráter de urgência, o desagravo público. Solicitam ainda que a entidade requisite informações ao STF e ao Ministério da Justiça, atue no procedimento de cooperação internacional e encaminhe representação criminal à Vice-Procuradoria-Geral da República. O pedido também inclui a comunicação formal à Justiça italiana sobre as alegações de cerceamento da defesa no Brasil. O procedimento de extradição nº 13/25 tramita na Corte d’Appello di Catanzaro, na Itália. As alegações apresentadas pelos advogados ainda dependem de apuração pelas autoridades competentes.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra