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Decisões judiciais motivam cancelamento de debate e acirram críticas de censura

Por Ivan Marra
Atualizado em 03/10/2026 às 09:20 schedule 2 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O cancelamento do último debate presidencial pela TV Globo, em 1º de outubro de 2026, reacendeu o debate sobre os limites da atuação do Judiciário. A emissora alegou insegurança jurídica e interferência indevida após decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) alterarem as regras estabelecidas para o programa. Segundo a Globo, o aparato judicial criado para organizar o debate acabou restringindo a autonomia da imprensa na condução do processo eleitoral.

O episódio expôs uma mudança de tom de figuras públicas que antes defendiam medidas restritivas e o combate à desinformação. A deputada Erika Hilton, que já afirmou que o país tinha capacidade de bloquear o X (antigo Twitter), recorreu ao tribunal após ter postagens removidas e passou a falar em censura no atacado. O humorista Antonio Tabet também levou ao Supremo sua contestação depois de ter uma publicação retirada por ordem ministerial, conseguindo reverter a decisão inicial.

Grandes veículos de comunicação que elogiavam o endurecimento do controle sobre conteúdos digitais agora apontam censura por parte de ministros. O caso do comentarista Joel Pinheiro da Fonseca ilustra essa mudança: em 2020, ele rejeitou a ideia de que a suspensão de perfis investigados fosse censura; em 2026, criticou a Meta e o STF após ter um vídeo restrito por regras eleitorais, afirmando que o tribunal está fora de controle.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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