Última Hora
• Flávio Dino anula decisão que censurava postagens sobre Nossa Senhora Aparecida • Crise do STF trava investigações de corrupção com potencial de impacto na eleição • Favorita nas pesquisas presidenciais, direita francesa conquista cadeiras no Senado • Esquerda usa cinismo e Dino para liberar mentira eleitoreira e tentar iludir católicos • Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026 • Lula muda posição sobre bets e anuncia medidas para proibir o setor • Hinode: o que levou a gigante do marketing multinível a encolher e se reinventar • O casamento do filho de Alexandre de Moraes • Flávio Dino anula decisão que censurava postagens sobre Nossa Senhora Aparecida • Crise do STF trava investigações de corrupção com potencial de impacto na eleição • Favorita nas pesquisas presidenciais, direita francesa conquista cadeiras no Senado • Esquerda usa cinismo e Dino para liberar mentira eleitoreira e tentar iludir católicos • Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026 • Lula muda posição sobre bets e anuncia medidas para proibir o setor • Hinode: o que levou a gigante do marketing multinível a encolher e se reinventar • O casamento do filho de Alexandre de Moraes
Ver Todas

Crise do STF trava investigações de corrupção com potencial de impacto na eleição

Por Celso Rafael
Atualizado em 28/09/2026 às 08:05 schedule 4 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, decisões e movimentos que envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) e o caso do Banco Master têm produzido um efeito comum: o adiamento de etapas capazes de ampliar o alcance das investigações sobre suspeitas de corrupção, fraudes financeiras e relações entre Daniel Vorcaro e autoridades públicas.

O principal exemplo é a Operação Compliance Zero, braço investigativo do caso Master. A última fase ostensiva, a décima, ocorreu em 9 de julho, quando a PF cumpriu mandados contra o publicitário Thiago Miranda em uma apuração que investiga, entre outros fatos, suspeitas de intimidação de jornalistas, monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e interferência em investigações. Desde então, embora o material apreendido seja considerado volumoso e existam frentes abertas, não houve nova fase da operação. Uma das explicações para a paralisação é a crise no STF: o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou que o ministro André Mendonça remetesse a ele os casos Master e INSS, o que levou a PF a suspender temporariamente o envio de novos pedidos para realizar operações.

Publicidade

Deviem

Outro movimento que trava investigações ocorreu na terça-feira (22), quando o ministro Cristiano Zanin negou liminar solicitada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. O requerimento foi apresentado em 9 de março e, segundo Vieira, recebeu 41 assinaturas — são necessárias 27 para a criação de uma CPI no Senado. A comissão pretende investigar especialmente possíveis relações entre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Daniel Vorcaro. Zanin não encerrou definitivamente a discussão: considerou que não havia elementos suficientes para comprovar omissão inconstitucional de Alcolumbre e determinou que o presidente do Senado preste informações antes de nova análise. Na prática, a decisão mantém a CPI sem avanço imediato.

Há ainda incerteza dentro do próprio STF. Em 15 de setembro, o Plenário começou a discutir o destino das duas principais petições relacionadas à crise. Uma trata do relatório da PF baseado no celular de Vorcaro que traz evidências de que Moraes pode ter sido corrompido por Vorcaro; a outra envolve um pedido de Moraes para investigar Mendonça com base em relatórios de inteligência da PF sobre sua atuação nos casos Master e INSS. A discussão foi interrompida por pedido de vista de Flávio Dino, que havia sugerido, com Gilmar Mendes, que as duas petições fossem reunidas e que houvesse sorteio de novo relator. Por ora, Fachin permanece à frente dos procedimentos, e a decisão é esperada só para depois do primeiro turno.

O calendário das oitivas também empurra a produção de novos elementos para depois da eleição. A PF atendeu pedido da defesa de Vorcaro para adiar dois depoimentos previstos para 24 e 30 de setembro; os advogados alegam não ter tido acesso integral aos documentos e pedem ao menos dez dias úteis para analisar o material. A nova data tende a ultrapassar o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Na sexta-feira (25), Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise, em cinco dias, os pedidos pendentes relacionados aos casos Master e INSS, avaliando pertinência, necessidade, adequação e possíveis impactos das medidas sobre os inquéritos em andamento.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026 Quem são os candidatos nanicos à Presidência e por que disputam uma eleição em que o Planalto parece tão… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Celso Rafael

Quem sou eu

Viúvo, aposentado, pai de 2 filhos. Nasci em Medina, cresci em Belo Horizonte. Ex- servidor público, trabalhei vários anos na prefeitura de Belo Horizonte. Na sociedade civil atuei como Grande…

Mais de Celso Rafael