Última Hora
• Maioria dos professores candidatos é de esquerda; veja a lista • Cientistas de SC cruzam o Atlântico para explorar área desconhecida do fundo do mar • De saída do Senado, Rodrigo Pacheco pode virar ministro do TCU • Por que o Brasil ainda não sabe quantos entregadores se acidentam no trabalho? • Märtha Louise da Noruega, a princesa 'clarividente' casada com xamã que não será rainha, apesar de ser mais velha que seu irmão Haakon • Como memórias da guerra e do passado nazista estão no centro de disputa eleitoral na Alemanha • Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira • Por que as imagens das inundações no Nepal e no Tibete não são mostradas na China e se sabe pouco sobre as vítimas no país • Maioria dos professores candidatos é de esquerda; veja a lista • Cientistas de SC cruzam o Atlântico para explorar área desconhecida do fundo do mar • De saída do Senado, Rodrigo Pacheco pode virar ministro do TCU • Por que o Brasil ainda não sabe quantos entregadores se acidentam no trabalho? • Märtha Louise da Noruega, a princesa 'clarividente' casada com xamã que não será rainha, apesar de ser mais velha que seu irmão Haakon • Como memórias da guerra e do passado nazista estão no centro de disputa eleitoral na Alemanha • Programa de renegociação de dívidas termina nesta segunda-feira • Por que as imagens das inundações no Nepal e no Tibete não são mostradas na China e se sabe pouco sobre as vítimas no país
Ver Todas

Cientistas de SC cruzam o Atlântico para explorar área desconhecida do fundo do mar

Atualizado em 29/08/2026 às 16:05 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Cientistas de SC cruzam o Atlântico para explorar área desconhecida do fundo do mar

Expedição internacional com cientistas de SC vai explorar área pouco conhecida do Atlântico

Três pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina, embarcam no dia 18 de setembro para uma expedição internacional que vai investigar uma região pouco conhecida do fundo do Oceano Atlântico, entre o Nordeste brasileiro e a costa oeste da África. Liderada pelo professor José Angel Perez, a missão "The gap" reúne 25 cientistas de cinco países e utilizará um robô capaz de descer a 4,5 mil metros de profundidade para mapear e coletar material em dois pontos da Zona de Fratura Romanche.

O navio de pesquisa parte de Fortaleza com destino a Tema, em Gana, em uma travessia de 42 dias. A expedição terá como foco dois trechos de uma formação submarina que se estende por cerca de 2 mil quilômetros no Atlântico Equatorial, com cadeias de montanhas e vales que chegam a 6 mil metros de profundidade. A estrutura foi formada durante a abertura do oceano, há cerca de 100 milhões de anos. A equipe quer entender como relevo, correntes e massas de água influenciam a biodiversidade local, onde há poucas observações diretas do ambiente profundo.

Além de Perez, participam pela Univali a pesquisadora Flávia Masumoto e o doutorando Lucas Gavazzoni. "Existem evidências indiretas de que o lugar tem uma biodiversidade profunda importante. Vamos tentar confirmar isso e levantar argumentos para explicar por que essas comunidades estão lá", afirma o professor. A expedição não percorrerá toda a extensão da fratura: os cientistas selecionaram dois trechos menores para estudos transversais, cruzando encostas e o vale até o limite operacional do robô SuBastian.

A missão não parte com a promessa de encontrar espécies inéditas. A principal expectativa é registrar quais comunidades vivem nos dois trechos e como o relevo e as correntes influenciam sua presença. Os primeiros dados e imagens devem ser conhecidos ainda durante a travessia, mas a confirmação de espécies, a análise genética das amostras e a interpretação dos dados devem se estender por meses ou anos nos laboratórios. Para Perez, não localizar a biodiversidade esperada também pode ser relevante: "Na ciência, o dado zero é um ótimo dado", diz.

Os mergulhos do robô serão transmitidos ao vivo, com imagens em alta definição, pelo canal do Schmidt Ocean Institute no YouTube. Pesquisadores vão se revezar ao lado dos pilotos para explicar, em português e inglês, o que aparece nas imagens. A transmissão é uma contrapartida à organização filantrópica norte-americana, que disponibiliza o navio e a tecnologia. "Não adianta comunicar só entre cientistas; é a oportunidade de falar com o público", avalia Perez, que espera aproximar as pessoas de uma área distante do debate cotidiano sobre ciência.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra