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CEO do Itaú defende Selic baixa contra alta na inadimplência

Por Ivan Marra
Atualizado em 06/08/2026 às 16:05 schedule 2 min de leitura visibility 48 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente-executivo do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, defendeu a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar de um dígito como forma de conter o avanço da inadimplência no sistema financeiro. Em evento nesta semana, o executivo argumentou que um ciclo de aperto monetário mais severo pressionaria a capacidade de pagamento das famílias e das empresas, comprometendo a sustentabilidade da carteira de crédito dos bancos.

Segundo o executivo, o atual nível da Selic, ainda que elevado em termos reais, permite uma gestão mais equilibrada do risco de crédito. Ele destacou que a trajetória da inadimplência está diretamente ligada ao custo do dinheiro e que juros menores tendem a reduzir o estresse financeiro dos tomadores de empréstimos. A declaração ocorre em meio a um cenário de recorde no endividamento das famílias brasileiras, que atingiu novo patamar em julho, conforme levantamento recente.

O posicionamento do banco privado contrasta com a avaliação de parte do mercado, que projeta pressões inflacionárias e discute a necessidade de ajuste na política monetária. O Itaú, no entanto, reforça a tese de que o equilíbrio fiscal e a estabilidade de preços são condições para que a Selic possa convergir para níveis mais baixos sem gerar descontrole. A instituição não detalhou projeções específicas para o comportamento da inadimplência nos próximos meses.

A fala do CEO do maior banco privado do país ocorre em um momento de atenção do setor financeiro à qualidade dos ativos, com bancos reforçando provisões para perdas com calotes. Dados oficiais sobre o volume de crédito em atraso no sistema bancário ainda não foram atualizados para o período, mas a tendência de alta no comprometimento da renda das famílias é monitorada de perto pelas instituições.

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