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Preços maiores sustentam alta das exportações aos EUA em agosto

Por Ivan Marra
Atualizado em 05/09/2026 às 08:10 schedule 3 min de leitura visibility 24 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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No mês em que entraram em vigor as novas tarifas comerciais aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, a alta dos preços médios sustentou o crescimento das exportações brasileiras ao país norte-americano. As vendas somaram US$ 3,190 bilhões em agosto, um aumento de 12,1% na comparação com o mesmo mês de 2025, quando totalizaram US$ 2,845 bilhões.

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão, o resultado foi determinado principalmente pela valorização dos produtos vendidos aos estadunidenses. "Esse aumento das exportações brasileiras no mês está calcado pelo crescimento de preços da exportação para os Estados Unidos, de 8,6%", disse. Entre os itens que mais contribuíram para o avanço em valor estão aeronaves e outros equipamentos, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café. Aeronaves e carne bovina estão entre os produtos que foram excetuados das novas tarifas.

Apesar da alta de 8,6% no preço médio, o volume embarcado aos Estados Unidos recuou 3,1% em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, a queda é de 13,6% em volume e de 9,7% em valor, para US$ 24,105 bilhões. As importações brasileiras de produtos estadunidenses também diminuíram no ano, somando US$ 27,316 bilhões entre janeiro e agosto, queda de 8,6% ante o mesmo período de 2025. Com isso, o déficit comercial brasileiro com os Estados Unidos chegou a US$ 3,211 bilhões no período. Somente em agosto, as compras dos Estados Unidos cresceram 1,1%, para US$ 4,014 bilhões, gerando déficit de US$ 824 milhões no comércio bilateral.

Brandão afirmou que as oscilações são esperadas diante das interferências que atingem o comércio entre os dois países. Segundo o Mdic, pouco mais de 20% do comércio bilateral foi afetado pelas tarifas. O diretor ponderou que ainda é cedo para medir eventuais efeitos de redirecionamento das exportações brasileiras para outros mercados.

Enquanto as vendas aos Estados Unidos oscilaram, as exportações para a União Europeia avançaram 46,4% em agosto, para US$ 5,82 bilhões, com alta de 30,3% no volume embarcado. Entre os principais produtos vendidos ao bloco estão petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, café, tabaco e carne bovina. Brandão atribuiu o desempenho a condições de mercado, ao aumento da demanda por combustíveis por causa do conflito no Oriente Médio e à maior procura por cobre, além de relatos de exportadores que já se beneficiam do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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