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Candidatos derrotados no 1º turno começam a definir apoio a Flávio e Lula

Por Ivan Marra
Atualizado em 06/10/2026 às 22:50 schedule 3 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Com a definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), os candidatos derrotados na primeira rodada da eleição presidencial começaram a definir suas posições para a etapa marcada para 25 de outubro. Juntos, Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) receberam pouco mais de 7,5% dos votos válidos no domingo (4).

Terceiro colocado, com 2,89% dos votos, Augusto Cury foi o primeiro a descartar apoio tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro. Após acompanhar a apuração em Ribeirão Preto (SP), o escritor afirmou que pretende deixar a política e disse ter "100% de convicção" de que não continuará na atividade. Cury também pediu que seu nome não seja usado para manifestar preferência: "Ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos", declarou, ao lado do candidato a vice, Júlio Delgado (Avante).

Renan Santos (Missão), que terminou a primeira rodada com cerca de 2,24% dos votos, também afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos e liberou sua militância. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), disse que o resultado ficou abaixo das expectativas da campanha e afirmou que "não há direita no Brasil sem Bolsonaro". Segundo ele, integrantes do MBL que quiserem se aproximar do bolsonarismo não enfrentarão oposição da organização.

Romeu Zema (Novo), que obteve cerca de 0,27% dos votos, declarou ainda no domingo que estaria contra o PT na segunda etapa e, na segunda-feira (5), anunciou apoio a Flávio Bolsonaro em vídeo nas redes sociais. "Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro", afirmou. Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado com 2,18%, oficializou o apoio a Flávio na tarde desta terça-feira (6), em evento em Goiânia ao lado do candidato do PL e do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O PSD adotou a neutralidade na disputa presidencial. O presidente da legenda, Gilberto Kassab, liberou os diretórios estaduais e os filiados para escolherem entre Flávio Bolsonaro e Lula. Os demais candidatos à Presidência tiveram desempenho inferior a 1% dos votos válidos e ficaram fora do segundo turno.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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